domingo, 23 de setembro de 2018

Hotéis na Orla de Atalaia, em Aracaju

Foto: Jadilson Simões/Equipe JC
Reproduzida do site: jornaldacidade.net

Dia Mundial Sem Carro no Centro da cidade de Aracaju






 Renato Telles, Superintendente

 Márcio Bispo, pedreiro

 João Ranufo, caminhoneiro

 Emilia Correia, comerciante

Fotos: Felipe Ellen

Publicado originalmente no site da PMA, em 22 de setembro de 2018 

SMTT comemora Dia Mundial Sem Carro no Centro da cidade

O dia amanheceu mais verde e com menos carros no Centro da cidade. Quem passou pelas ruas José do Prado Franco e João Pessoa neste sábado, 22, pode fazer parte das comemorações do Dia Mundial Sem Carro, promovidas pela Prefeitura de Aracaju, através da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e em parceria com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb)

Essas ruas foram transformadas em espaços de paisagismo exclusivo para a circulação de pedestres e ciclistas. Todos os anos, a SMTT promove ações que incentivem a redução do número de carros nas ruas da cidade, substituídos pela caminhada, em trajetos curtos, e pelo transporte público, em trajetos maiores.

Foi um dia de conscientização e teve a aprovação da população que passava pelo local. “Achei uma ideia muito bacana e que chama a atenção das pessoas para a conscientização que deixar o carro em casa contribui não só com meio ambiente, mas proporciona a oportunidade de aproveitar mais os espaços públicos e arborizados da cidade” pontuou a comerciante, Emília Correia.

Quem aprovou e elogiou também a ação foi o pedreiro Márcio Bispo. “Eu sou pedreiro e uso muitas vezes a bicicleta pra ir trabalhar, esta ação contribui para que possamos refletir não só sobre os impactos do meio ambiente, mas sobre o respeito para com os ciclistas e pedestres que também fazem parte do trânsito e merece respeito”, ressaltou.

A ação chamou a atenção não somente dos ciclistas e pedestres que passavam pelo local, mas de motoristas e motociclistas. “Eu sou caminhoneiro há muitos anos e acho importante discutir sobre o aumento significativo de carros nas ruas, principalmente em Aracaju que é uma cidade pequena, é possível sim diminuir o número de carros, tudo é questão de conscientização”, disse, caminhoneiro, João Ranufo.

O superintendente da SMTT, Renato Telles, lembra que a ação do Dia Mundial Sem Carro faz parte das atividades da Semana Nacional de Trânsito. “Essa semana está sendo de trabalho intenso para transformar o trânsito de Aracaju, com mais respeito ao próximo e menos acidentes. Já fizemos ações para incentivar o respeito ao pedestre e à pessoa com deficiência; já falamos sobre a legislação que deve ser respeitada por todos, e agora estamos pedindo que as pessoas tentem, pelo menos um dia, reduzir a quantidade de carros nas nossas ruas”, pediu.

Semana Nacional de Trânsito

A Semana Nacional de Trânsito (SNT 2018) começou na última terça-feira, 18, e a programação segue até a próxima terça, 25. Neste domingo, 23, a programação dará as boas-vindas à nova estação com o Passeio Ciclístico da Primavera, com concentração às 7 horas, na Colina do Santo Antônio.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Praça da Bandeira é uma das mais arborizadas da cidade



Fotos: Sílvio Rocha

Publicado originalmente no site da PMA, em 20 de setembro de 2018  

Praça da Bandeira é uma das mais arborizadas da cidade

Localizada no cruzamento de avenidas importantes da capital, uma das praças mais arborizadas de Aracaju se destaca. A Praça da Bandeira reserva parte da história da cidade e já foi local de muita diversão para moradores antigos nas décadas de 60 e 70, que hoje residem nos bairros Cirurgia, Suíssa e São José.

Foi nessa época que os primeiros parques de diversões e circos que chegavam em Aracaju eram armados na Praça dos Circos, como também já foi chamada a atual Praça da Bandeira. Isso acontecia porque o local era um grande campo com vegetação rasteira e ainda não havia plantações de árvores. Antes disso, também existia uma fonte pública de água potável, popularizada como ‘Fonte da Caatinga', instalada no centro da praça. A população dos bairros Getúlio Vargas, Suíça, Cirurgia, São José, Centro e de regiões próximas não tinham água encanada e se deslocavam até a fonte para consumi-la.

De acordo com o pesquisador de história Osvaldo Ferreira Neto, a água encanada só foi se tornar comum a partir dos anos 40. "Aquelas pessoas só vão receber água na torneira a partir dos anos 40, após a Segunda Guerra Mundial, e devido a essa fonte, a Praça da Caatinga foi o primeiro nome da Praça da Bandeira", contou.

Já a Praça da Bandeira é um nome comum e existe em todas as cidades brasileiras. "Ela vai ganhar esse nome depois de receber o Congresso Eucarístico da Igreja Católica nos anos 50, onde foi feito todo um preparo e urbanização da praça. Mais tarde leva o nome de Praça da Bandeira porque em todas as capitais do Brasil, a exemplo do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, é comum ter uma praça que homenageie a flâmula, o símbolo principal do país, que é a bandeira", falou.

É lá também que os sergipanos e turistas podem desfrutar da natureza, sentado em um dos inúmeros bancos da praça, ter acesso ao parquinho infantil, lanchonetes, como também comprar produtos de paisagismo e jardinagem na Feira Verde, local que existe há mais de 30 anos.

Desde os nove anos de idade, o vendedor Gladson Oliveira ajuda sua mãe na venda das plantas. "Vinha para a praça para ajudar minha mãe e brincar com os meus amigos. Também trazia o meu cachorro para passear. Sempre gostei dessa praça porque ela é bem arejada. Aqui também vem muitos turistas conhecer o local e acabam comprando flores", relatou.

Gilza Correia também é vendedora na Feira Verde há 23 anos e trabalha junto com o seu esposo. Para ela, o clima que a Praça da Bandeira proporciona é bem agradável. "Frequento a praça diariamente por causa do meu trabalho, gosto muito do clima dessa praça, se você estiver no Centro, ao chegar aqui o clima já é outro. A praça é organizada e limpa, vendo bem as minhas plantas", disse, satisfeita.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

sábado, 22 de setembro de 2018

Brejo Grande: Potencial turístico ainda preservado

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 13 de setembro de 2018 

Brejo Grande (SE): Potencial turístico ainda preservado

Blog Sílvio Oliveira 

Prainhas de águas doces e límpidas na foz do São Francisco 
é parada para banho e contato com a natureza

Diz o dito popular que quem conhece a foz do rio São Francisco, na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas, mais precisamente em Brejo Grande (SE), confirma que Deus é Brasileiro. Se a máxima é uma lenda e não pode ser confirmada, afirmar que o Divino foi caprichoso e generoso com a região não é difícil. Distante 137 km de Aracaju, localizado no território do Baixo São Francisco, com uma população de apenas 8.322 hab (Estimativa IBGE 2017), Brejo Grande é cenário de beleza e privilegiado com ilhotas fluviais e exuberante diversidade da fauna e flora brasileira. O município tem um grande potencial turístico ainda preservado.

Lavadeiras mantém a tradição de colocar a roupa para quarar à beira do Velho Chico

Na sede municipal, no atracadouro, o turista pode fretar embarcações que vão desde catamarãs, veleiros e pequenas embarcações, neles inclusos serviços de bar e algumas comidinhas. O passeio proporciona um cenário desenhado por matas ciliares, contrastando com vegetação litorânea e dunas, em meio às águas doces e esverdeadas do Velho Chico. Um espetáculo natural singular de um dos principais destinos turístico sergipano: a foz do São Francisco.

Ofício das lavadeiras mantém tradições vivas

À primeira vista de quem se depara com a magnitude do rio é entrar em contato com personagens seculares do dia a dia da população ribeirinha: as lavadeiras à beira-rio, que, diariamente, enchem de cor às margens do rio.

Dunas e esportes radicais

O ofício de lavar roupa ainda é resguardado por centenas de senhoras na região ribeirinha do Baixo São Francisco. Elas acordam cedo, com o raiar do “sol do Chico”, pega o sabão negociado com a patroa e parte com as trouxas de roupa na cabeça para à beira-rio. Juntos com elas, mantêm-se a tradição de “bater a roupa” na pedra e deixá-la “quarar”. O colorido das roupas na pedra secando ao sol é um cenário de encher os olhos à beira das águas esverdeadas do Velho Chico. A paisagem é emoldurada por crianças que brincam na água e embarcações típicas desta região.

Águas tranquilas e esverdeadas

A parada para o banho, o surfe nas dunas e a compra de artesanato em barraquinhas móveis incrustadas num banco de areia são inerentes a programação do passeio.  E mais um dito popular se faz presente, quando na parada para banho, populares avisam que o visitante deve comprar a imagem de São Francisco vendida nas barraquinhas de artesanato e banhá-la nas águas do rio, ou seja, “benzer e batizar” e fazer três pedidos. O santo agradecerá realizando todos eles.

Parada para banho entre Sergipe e Alagoas

Mais adiante, o farol do Cabeço é o símbolo de resistência da região. Em alguns passeios o farol não é mais visto por conta do avanço das águas do oceano, que cada vez mais transforma parte do leito do rio de água doce em água salgado do mar. O farol fica dentro da água e possui apenas uma ponta descoberta.

Parada para banho entre Sergipe e Alagoas resguarda cenários de beleza

As praias fluviais e dunas, além de restingas de mangue, também são atrações da localidade, como as do povoado Terra Vermelha e Saramém, além de Ponta dos Mangues.

Povoados e dunas móveis abrigam paisagens de encher os olhos

O município de brejo Grande é para quem gosta do contato com a natureza, de deixar o templo fluir sem pressa e para quem quer apreciar a boa mesa a base do caranguejo, do siri, do aratu e da tilápia, da carapeba.

Dicas de viagem

Há agências de viagem que fazem passeios de um dia para a localidade, os denominados “bate e volta”. É uma boa sugestão para quem não gosta de se preocupar em dirigir e procurar pontos de apoio, mas, por vezes, é cansativo. Passa-se um bom tempo na estrada.

É bom contratar uma agência de viagem para fazer a reserva com antecedência e até mesmo verificar os restaurantes locais. Caso não contrate os serviços de uma agência, procure fazer os passeios com embarcações com o visto da Capitania dos Portos. Segurança é essencial.

Há poucas instalações de hospedagem na localidade. Pertinho de Brejo Grande, no Povoado Betume, em Neópolis, o Privê Rio Belo é uma boa opção com conforte e segurança.

Pôr do sol pertinho do povoado Saramém

Para chegar a Foz do São Francisco partindo de Aracaju, segue-se pela BR 101 até o posto da Polícia Rodoviária Federal.  No trevo da PRF, entra à direita pela SE 304, no sentido Neópolis. Percorrendo a estrada, passa por Japoatã entra à direita novamente e segue a SE 202, sentido Pacatuba- Brejo Grande.

Potencial ainda resguardado com paisagens primitivas

Para chegar a Saramém é preciso utilizar a estrada que vai ao Povoado  Brejão  e seguir em frente até alcançar às margens do Rio São Francisco. A entrada do povoado situa-se alguns quilômetros antes da sede de Brejo Grande.

Palha do ouricuri vira arte pelas mãos dos moradores

A palha do ouricuri é a matéria-prima mais comum para a confecção de chapéus, bolsas, cestas e objetos de decoração. O artesanato tem sido uma alternativa econômica na região, até mesmo com a formação de cooperativas e associações, com o objetivo de participação de feiras e eventos.  A palha do coqueiro ainda verde também é bastante utilizada na confecção de objetos decorativos no geral

Siri em Brejo Grande é encontrado em bares e restaurantes

Gastroterapia

São famosos os siris (típico crustáceo parecido com o caranguejo, de cor mais azulada e com casco achatado, que vive em água salgada) e o guaiamum (crustáceo de carne com sabor mais adocicada que a do caranguejo e que vive em áreas de várzea).

Camarão na crocância da farinha panko (Fotos: Sílvio Oliveira)

O guaiamum cada vez menos encontra na base de bares e restaurantes por estar em extinção.  A culinária baseia-se nos pratos com crustáceos e mariscos. Os doces caseiros e cocadas também são vendidos em Brejo Grande. Bar e restaurante Carapeba é uma boa dica para ter o contato com a boa mesa são franciscana (79) 3366-1069.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/blogs

Praça Inácio Barbosa, na Avenida Ivo do Prado, em Aracaju

Praça Inácio Barbosa homenageia o fundador da cidade,
 Localizada na avenida Ivo do Prado, na região sul de Aracaju.
Foto: Ana Lícia Menezes
Reproduzida do site: aracaju.se.gov.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Praça Camerino, em Aracaju


Fotos: Ana Lícia Menezes
Reproduzidas do site: aracaju.se.gov.br

Publicado originalmente no site da PMA, em 19 de setembro de 2018

Praça Camerino é espaço de convívio social e contato com a natureza

Quem passa todos os dias pela praça Camerino, no Centro da cidade, não tem ideia da história que ela possui. Diariamente, muitas pessoas passam por ela, seja para ir à escola, pegar um ônibus, ou simplesmente para sentar e descansar.

A praça Camerino guarda histórias ainda do século 19. Desde a adolescência, o estanciano Francisco Camerino pensava em defender o Brasil. Aos 25 anos de idade, alistou-se voluntariamente na Guerra do Paraguai e atuou como soldado paisano, onde acabou morrendo, vítima de ferimentos na batalha. Ferido gravemente, recita, no momento extremo de sua dor, o verso de sua autoria e que define a sua bravura e a sua coragem. "E ou morre o homem na lida, feliz, coberto de glória; ou surge o homem com vida, mostrando em cada ferida o hino de uma vitória".

Apesar de Camerino ser considerado um dos heróis da pátria, seu busto só foi existir na praça em 2002, quando um projeto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) colocou como uma das exigências para a reforma da praça ter um busto de Francisco Camerino. Até hoje, está lá o monumento do lagartense Sílvio Romero que está na praça desde 1995. Ela foi colocada lá como forma de homenagear o centenário de uma pessoa ilustre. Ele era escritor, jornalista, advogado, político etc. mas a praça nunca recebeu o seu nome. A praça recebeu o atual nome a partir da década de 10.

O que tem na praça?

As praças são populares por ser um espaço para o lazer, convívio social, descanso, realização de atividades físicas, além da contemplação da natureza. Na praça Camerino você pode fazer tudo isso com os espaços de leitura com caixas de troca de livros, espaço para eventos com arquibancada, se divertir nas mesas com tabuleiro de xadrez, comprar algum produto na banca de revista e fazer um lanche em um dos quiosques da praça.

José Fagundes, de 81 anos, é um dos moradores mais antigos do Centro, ele mora em frente à praça há 40 anos e guarda na memória os bons tempos que viveu no local nos anos 80. "No final de semana tinha festas, shows, teatro ao ar livre; os moradores dos edifícios pegavam as cadeiras e se reuniam para assistir os espetáculos; todas as festas da cidade eram realizadas aqui, bandas dos bombeiros, bandas do interior; os tempos eram gostosos", relembrou. Ele contou que lá foi criada a primeira rede de esgoto. "Foi nessa praça que foi criada o primeiro esgoto de Aracaju, isso já tem 86 anos, facilitou a nossa vida", contou.

A dona de casa Claudenice dos Santos, 28, sentou em um dos bancos da praça para esperar pelo atendimento médico. "Sempre que venho resolver alguma coisa próximo da praça, eu fico por aqui. Como o atendimento vai demorar um pouco, eu aproveito para descansar e pensar na vida. Aqui é organizado, limpinho e bem tranquilo, nem parece que estou em uma avenida movimentada", contou.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Marco Zero da cidade de Aracaju, em um "Dia Mundial sem Carro"



Fotos: Marcos Rodrigues
Reproduzidas do site: aracaju.se.gov.br

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Engenho Pedras, Região da Cotinguiba, município de Maruim

Foto reproduzida do blog: antoniolindvaldosousa.blogspot.com

Escola do Legislativo Deputado João Seixas Dória, em Aracaju


Fotos reproduzidas do site: al.se.leg.br

Poder Legislativo de Sergipe

Presidentes na história do Poder Legislativo
Foto: Jadilson Simões

Publicado originalmente no site do Portal da ALESE, em 13/09/2018

Poder Legislativo de Sergipe

Por Kelly Monique Oliveira – Rede Alese

Em Sergipe, o Poder Legislativo foi instituído através da Assembleia Provincial, em 1835, de lá para cá, já passaram pela presidência da Casa Legislativa 39 deputados estaduais, os quais desenvolveram trabalhos de destaques como, por exemplo, a criação da TV Alese, do Espaço Cultural, Escola do Legislativo e realização de concurso público para atualizar o quadro de funcionários da Casa.

Com a mudança da capital para Aracaju, em 17 de março de 1855, a nova sede foi instalada no Palácio Fausto Cardoso – hoje, Escola do Legislativo João de Seixas Dória. Em 1987, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe se estabeleceu no Palácio Governador João Alves Filho, atualmente, denominado Palácio Construtor João Alves.

O Poder Legislativo de Sergipe é representado por 24 deputados e deputadas eleitos e eleitas para cumprirem um mandato de quatro anos. Já o parlamentar que assume a presidência da Casa pode ser reeleito ao cargo por dois biênios.

Atribuições

O parlamento sergipano elabora as leis com o objetivo de governar em benefício da população, funcionando como uma caixa de ressonância da opinião pública: eles falam em nome dos cidadãos, legislam apresentando, discutindo e deliberando proposições legislativas, fiscalizam e controlam a execução de ações e atos do Poder Executivo, e investigam ocorrências de ilícitos, através das Comissões Parlamentares de Inquérito...

Texto e imagem reproduzidos do site: al.se.leg.br

Praças do Centro guardam a história política de Sergipe

Praça Fausto Cardoso foi cenário de entraves políticos 
Fotos: Ana Lícia Menezes


 Fotos: Silvio Rocha

Estátua de Fausto Cardoso foi a primeira do estado

  Na praça Olímpio Campos está situada a Catedral e a tradicional feirinha de artesanato

Catedral Metropolitana (Foto: Sergio Silva)

Publicado originalmente na Agência Aracaju de Notícias, em 18/09/18

Praças do Centro guardam a história política de Sergipe

As praças podem ser um ponto de referência, ponto de encontros, desencontros e também de conflitos. A praça Fausto Cardoso, localizada às margens do rio Sergipe, no Centro da cidade, já foi cenário de disputa política e revolta nos anos 90. Foi lá que aconteceu o episódio conhecido como a ‘Tragédia de Sergipe'.

De acordo com o historiador Antônio Lindvaldo Sousa, a praça Fausto Cardoso reunia todos os serviços públicos do estado. "Naquele espaço funcionava todos os serviços públicos da Província. Lá estavam o Palácio do Governo; o Ministério Público Estadual; atualmente ainda abriga o Tribunal de Justiça de Sergipe e a Assembleia Legislativa, ficando também conhecida como Praça dos Três Poderes", contou.

Antes de ser nomeada como Fausto Cardoso em 1912, a praça já recebeu outras denominações. "Já foi Praça do Imperador; Praça do Palácio; Praça da República; e praça Tiradentes", completou.

História

Natural de Divina Pastora, Fausto de Aguiar Cardoso era advogado, filósofo e deputado estadual. Totalmente insatisfeito com a política das oligarquias, passa a liderar o grupo chamado de ‘Pebas', formado por profissionais liberais como médicos, advogados e pessoas de classes populares.

O grupo opositor de Fausto Cardoso era os ‘Cabaus', liderado pelo padre Olímpio de Sousa Campos, formado em sua maioria pela nobreza da cana, monarquistas, conservadores, religiosos e donos de terras. Ele era senador da república e seu irmão, Guilherme Campos, governador de Sergipe. Com isso, os conflitos começaram quando Guilherme Campos decidiu enfrentar o grupo de Fausto Cardoso.

Acompanhado de políticos, militares e de grupos populares, Fausto Cardoso ocupou o palácio do governo, atual Palácio-Museu Olímpio Campos, e destituiu o governo de Guilherme Campos. "Guilherme pede reforço para o irmão na segurança do palácio e Olímpio Campos faz a solicitação ao Presidente da República. Ele foi atendido e o reforço, ao chegar aqui, tenciona na frente do palácio. Fausto Cardoso resiste, mas acaba sendo assassinado por tiros", relatou o pesquisador de história, Osvaldo Ferreira Neto.

As mortes não acabaram por aí. Em novembro do mesmo ano, outro fato marcou a rivalidade entre eles. "Os filhos de Fausto Cardoso, como toda a população, acreditaram que o assassinato do pai foi motivado pelo pedido de Olímpio Campos. Em 1906, os filhos de Fausto Cardoso assassinam Olímpio Campos na Praça 15, no Rio de Janeiro", completou.

Cinco anos depois dessa tragédia, é feita toda uma mobilização pela população para que se construísse um monumento em homenagem à Fausto Cardoso. Esculpido pelo grande artista italiano Lorenzo Petrucci, foi o primeiro monumento com estátuas em local público de Sergipe. Em sua base, estão os restos mortais do homenageado.

Muitos apoiadores políticos de Olímpio Campos também exigiram que o nome dele fosse dado a então Praça da Matriz, para homenageá-lo. No ano de 1916 foi erguida a estátua do Monsenhor Olímpio Campos na praça que também acabou levando o seu nome.

Praça Olímpio Campos

Nessa praça está a Catedral Metropolitana de Aracaju, local onde está enterrado o corpo de Olímpio Campos. Atualmente, a praça abriga o parque Teófilo Dantas e a feira de artesanato. Do lado direito da catedral fica o prédio da Arquidiocese de Aracaju e da antiga sede da Prefeitura. Ao fundo, o Memorial do Judiciário, e do lado esquerdo, a Rua do Turista.

O carioca Gilvan Camões, 41, mora em Sergipe há 22 anos e sempre passa pela praça Olímpio Campos. "É um caminho que utilizo para ir ao trabalho, ir para o calçadão e até encontrar os amigos. Há muito tempo eu e os meus colegas nos encontrávamos aqui para tomar cerveja, se divertir. Já estive em outras praças nos estados da Bahia, Minas Gerais e aqui não deixa nada a desejar", contou.

Praça Almirante Barroso

Ela está localizada ao lado do Pálacio-Museu Olímpio Campos, entre as praças Fausto Cardoso e Olímpio Campos. Nascido em Portugal, Francisco Manuel Barroso da Silva foi um militar da Marinha. Ele lutou na Batalha Naval de Riachuelo, na guerra do Paraguai, em 1865. Na ocasião, uma ação da esquadra brasileira, comandada pelo almirante Barroso, foi decisiva para aniquilar a esquadra paraguaia e, assim, dar vitória ao Brasil durante a Guerra do Paraguai.

Para homenagear esse grande militar, a praça recebeu o nome de Almirante Barroso. O Governo de Sergipe, na época, determinou que o espaço se transformasse em um jardim gradeado, onde o seu busto foi colocado ao lado da Câmara Municipal. Por causa disso, durante muito tempo, a praça ficou conhecida como "Jardim de Almirante Barroso" e foi considerada o primeiro jardim público da cidade.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Praça General Valadão marca início da capital projetada

 Praça está no marco zero da cidade 

 Prédio da antiga Alfândega, hoje Centro Cultural 
Foto: Marco Vieira

 Francisco dos Santos vende coco no entorno da praça há 20 anos

O busto do homenageado, general Valadão 
Fotos: Silvio Rocha

Publicado originalmente no site da PMA, em 17/09/2018 

Praça General Valadão marca início da capital projetada

Um lugar cheio de histórias fascinantes, que guarda importantes construções históricas e leva o nome de um ex-governador do estado, que defendia os interesses das classes mais populares no século 19. Essa é a praça General Valadão, situada no Centro da cidade.

Inaugurada em 24 de outubro de 1924, a praça é considerada o marco zero da cidade. Tudo começou quando o primeiro presidente da Província de Sergipe Del Rey, Inácio Joaquim Barbosa, contratou o engenheiro militar Sebastião José Basílio Pirro para planejar a cidade, fundada em 1855. A praça estava dentro do chamado ‘quadrante de Pirro', que tinha como ponto inicial a praça Fausto Cardoso e a partir do qual foi traçado o tabuleiro de xadrez, dando forma à nova capital. O desenho se estendeu para os sentidos norte, oeste e sul, e se desenvolveu a partir da antiga Alfândega, onde hoje funciona o Centro Cultural de Aracaju.

No entorno da praça também está uma das primeiras construções de Aracaju, o edifício da Cadeia Pública, que abrigava os presos no Palácio Serigy, onde funcionou durante muitos anos a Secretaria de Estado da Saúde. Ali também está o antigo hotel Palace, e o prédio mais alto de Sergipe, o edifício Cidade de Aracaju, conhecido como Maria Feliciana.

Ao lado da praça também está o Beco dos Cocos, uma importante rota de passagem de cargas de cocos, que já foi citado por Jorge Amado em seus livros. Mantendo a tradição, o vendedor Francisco dos Santos, 63, comercializa coco há 20 anos na praça. "Gosto muito daqui porque é sossegado, apesar do movimento do comércio. Vem muita gente tomar água de coco debaixo das árvores da praça", contou.

Nomes

De acordo com o pesquisador de história, Osvaldo Ferreira Neto, a praça já recebeu diversas nomenclaturas. "Por muitos anos, a praça foi chamada de Praça da Cadeia, Praça da Alfândega, Praça 24 de Outubro, data em que é comemorada a emancipação política de Sergipe, e também já foi nomeada praça Ciro Franklin de Azevedo, que foi um ex-governador do estado. Já foi a Praça do Quartel, porque ali estava o antigo quartel do 28º Batalhão de Caçadores, e por fim, General Valadão dá o nome à praça a partir da década de 20, ganhando um busto do homenageado", explicou.

Natural de Neópolis, Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão, mais conhecido como general Valadão, foi militar e político brasileiro. Ele foi senador, deputado federal e governador de Sergipe em 1894, quando se destacou. Fazia parte do grupo dos ‘Pebas', apelido que passou a identificar seu grupo político à época. Quem também fazia parte desse grupo era o então deputado estadual, Fausto Cardoso.

Diferente dos outros políticos, o general Valadão era um governante liberal. Ele apoiava a república e lutava pelos direitos do povo. Era também contra a escravidão e contra a monarquia. Com apenas 15 anos de idade, alistou-se voluntariamente no exército brasileiro e, assim como o poeta Francisco Camerino e o militar da Marinha Almirante Barroso, também participou da Guerra do Paraguai em 1864. Ele faleceu aos 72 anos de idade. Não se sabe a causa de sua morte.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Um artigo que nos leva à Aracaju anos 60

Imagem de arquivo: @sj_bruno - Reproduzida do
site: imgrum.net/media e postada pelo blog Minha...,
para ilustrar o presente artigo.

Texto publicado originalmente no site Liberdades,  em 02/09/2017

Um artigo que nos leva à Aracaju anos 60

Por Gildo Simões Andrade *

O potó é um inseto da família Staphylinidae, conhecido como inseto errante, distribuído por todo o mundo, que se alimenta de material putrefato, seja animal ou vegetal, algumas espécies comem formigas, outras cupins, de tal modo que são úteis para o equilíbrio ecológico. Eles pertencem ao gênero Paederus, também chamados de insetos que provocam bolhas, gênero que agrupa 8(oito) espécies, bastante numerosos na primavera, verão e em épocas de chuvas.

Ao observarmos o potó vemos cabeça e tórax de coloração enegrecida assim como o abdome , sobre o qual há partes entremeadas de cor amarela. Temos um par de antenas emergindo da cabeça e outras do abdômen , com presença de pêlos, o que faz ele se locomover feito um escorpião; além disso, possui um par de pequenas asas posteriores, o que lhe possibilita voar. Dentro dos seus fluidos existe uma substância - a pederina, que em contato com a pele do homem provoca necrose cutânea. O grande problema é que quando o inseto pousa sobre a pele da pessoa, esta inadvertidamente bate sobre o inseto contra pele, no intuito de matá-lo, justamente o bastante para a liberação da substancia pederina, ocasionando assim as lesões de inflamação, formação de bolhas e feridas abertas, geralmente em áreas expostas do corpo, tais como braços, ante-braços, face e pescoço.

É no pescoço o local de maior incidência de lesões pelo fato do inseto possuir pequenas asas posteriores, fazendo vôos pequenos. Na face, pode provocar prejuízo maior se próximo aos olhos. Não só no campo se verifica grande incidência deste inseto como também no mar, nas plataformas petrolíferas, dificultando o trabalho dos funcionários já que as lesões são muito dolorosas. Este relato nos remete aos anos 60 quando houve um período onde quem passava pelo parque (praça da catedral - Praça Olímpio Campos) era muito raro não ser 'picado" pelo potó, muito embora este sendo de uma outra espécie, de tamanho bem menor, atingia de preferência os olhos e era conhecido como "lacerdinha".

Na época, o Colégio Jackson de Figueiredo, sob o comando do casal Profa. Judite e Prof. Benedito, reunia grande número de alunos, os quais presenciavam o suplício das pessoas que pela manhã tinham que atravessar o parque com seus inúmeros pés de oiti e tamarindo para irem aos seus empregos na rua de João Pessoa e adjacências. Muitas vezes os próprios estudantes eram os alvos do inseto potó. O sofrimento resultava em falta escolar na caderneta do aluno, o qual impreterivelmente tinha que apresentar o pedido dos pais explicando o motivo pelo qual o aluno faltou, de modo que o Prof. Benedito ou Profa. Judite pudesse abonar as faltas. O que na verdade poucos sabiam na época é que o segredo para não sofrer as temíveis lesões que o potó causava era simples: bastava um "peteleco" para afastar o inseto da pele, ou fazê-lo através de um pedaço de papel ou ainda soprando, quando perto do olho , de modo que se evitasse esmagá-lo sobre o tecido, para que não houvesse a liberação da substância pederina - o vilão da história.

* Formado em Medicina, Fundador da Sociedade Brasileira de Dermatologia regional de Sergipe/80

Texto reproduzido do site: liberdades.com