segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Inauguração do 'Templo Maior SERGIPE', em Aracaju

O templo fica localizado na Avenida Tancredo Neves n° 2464, esquina com a 
Avenida Adélia Franco, no Bairro Luzia, em Aracaju, 
Região do DIA – Distrito Industrial de Aracaju















Fotos reproduzidas da fanpage no
 Facebook/Universal Sergipe

sábado, 8 de dezembro de 2018

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Natal: A árvore que ficou na memória do sergipano


Publicado originalmente no site FAN F1, em 24/11/2018

Natal: A árvore que ficou na memória do sergipano

Por Célia Silva

Há 10 anos, uma tragédia abalou o Natal dos aracajuanos – o desabamento da árvore de Natal mais alta do mundo, segundo o Guiness Book, matando quatro pessoas.

O monumento, que parecia flutuar no rio Sergipe, ainda sobreviveu por mais duas edições, mas deixou de ser erguida a partir de 2011 por falta de um local estratégico para acolher a torre de 127,99 metros de altura, o equivalente a um prédio de 45m.

Natureza agiu contra

Bico do Pato com a estrutura da árvore. 
Foto: Domínio Público

“Não foi o acidente que inviabilizou a árvore, mas o avanço das águas. Infelizmente a natureza não permitiu a continuidade do projeto”, relembra o jornalista Augusto Aranha, assessor de comunicação da Energisa na época do desabamento. Ele acompanhou o desenrolar do projeto desde a primeira à última edição da Árvore de Luz, como ficou conhecida.

A 1ª edição da Árvore da Energisa no Bico do Pato foi em 1999, dois anos após a privatização da Energipe. O lugar era perfeito: um banco de areia na foz do rio Sergipe, entre os bairros 13 de Julho e Coroa do Meio e o município da Barra dos Coqueiros. Podia ser vista de vários pontos da cidade com um belíssimo reflexo nas águas do rio.

Grande Show

Lara Menezes aos seis anos e o pai, Gilvan.
 Foto: Arquivo pessoal

“Era muito linda! Me lembro dessa árvore, das músicas que tocavam e dos fogos. Era uma festa que não perdia”, disse a estudante Lara Menezes, hoje, aos 18 anos. Ela assistiu ao acendimento das luzes desde o ano em que nasceu – 2000 – até o que antecedeu o desabamento.

“Tornou-se uma tradição da nossa família assistir àquele espetáculo”, disse o pai, Gilvan Santos, que se juntava a milhares de outras pessoas que lotavam o calçadão da 13 de Julho para assistir ao espetáculo.

Segundo Aranha, o projeto de lançamento da árvore começava em setembro para findar com o acendimento das luzes, que geralmente era marcado para o início do mês de dezembro ou até o feriado de Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro. A árvore era acesa todas as noites até o dia 6 de janeiro, alguns anos se prolongando um pouco mais por conta do antigo Précaju.

Na inauguração, havia shows pirotécnicos e apresentações da Orquestra Sinfônica, dos Canarinhos e outras atrações que variavam a cada ano. Em 2008, a inauguração estava marcada para a primeira sexta-feira de dezembro.

A tragédia

Três operários morreram na hora e um quatro horas após a queda. 
Foto: Arquivo

Eram 15h20 de uma segunda-feira do dia 24 de novembro de 2008. Quatro operários da empresa terceirizada pela Energisa instalavam a última das 12 hastes metálicas que sustentavam a árvore que seria entregue pronta à concessionária, dona do projeto, na sexta-feira, 28, para ser inaugurada no dia 5.

Jornalista Moema Lopes cobriu o desabamento.
Foto: Arquivo pessoal

A jornalista Moema Lopes estava na redação do jornal quando chegou a notícia. “Fui cobrir assustada, pois tinha dois amigos trabalhando na montagem da árvore. Quando cheguei, vi os dois a salvo e um deles me disse que havia acabado de descer da estrutura. Foi muito difícil fazer aquela matéria”, relembra.

Sessenta dias após o desabamento, o inquérito policial foi concluído, atestando que houve imperícia, imprudência e negligência na obra. O responsável pela montagem da estrutura e o proprietário da empresa terceirizada foram indiciados pelo crime de homicídio culposo – quando não há intenção de matar.

Memória afetiva

A árvore de Natal da Energisa está para os aracajuanos mais jovens como o Carrossel de Tobias está para os mais velhos. O Carrossel de Tobias, patrimônio histórico do Estado, era um carrossel para mais de 300 crianças instalado na Praça onde fica a Catedral de Aracaju, no período de Natal que fez a alegria da criançada entre 1904 a 1987.

Zineide Brito tem uma relação de amor com a Árvore de Luz e todo o ano ela usa a foto que tirou em frente à antiga Praia Formosa como perfil das redes sociais. “Um monumento que deixou saudade, ‘que causava’ e que trazia muita beleza”, disse.

Maíra Oliveira Marques da Rocha fez o passeio de catamarã por duas vezes para ver a árvore mais de perto e hoje a guarda na sua memória afetiva. Ela lembra quando trabalhou no call center da Energisa dos elogios que a empresa recebia pela árvore.

Zineide Brito usa esta foto em suas redes sociais nos meses de dezembro

Maíra com o filho fez um passeio de catamarã duas vezes para chegar mais próximo da árvore
Fotos: Arquivo pessoal 

Locais buscados para instalar a árvore

A Árvore da Energisa irá ficar mesmo só na memória. É que segunda a concessionária de energia elétrica, a empresa buscou outros locais para tentar instalar a árvore, mas não encontrou.

“O Bico do Pato era o local mais estratégico por conta do reflexo no rio”, disse André Brito, atual assessor da empresa.

Nos anos que sucederam o avanço do rio sobre o Bico do Pato, a Energisa cogitou instalar a árvore em vários locais que coubessem os 1000 m de raio de segurança: Barra dos Coqueiros, Coroa do Meio (atrás do shopping Riomar e na área onde hoje ficam instaladas as barracas de fogos).

Natal Iluminado no Parque da Sementeira. 
Foto: André Moreira/PMA

Mas, nenhum desses locais davam a visibilidade e o efeito que o Bico do Pato davam e foi então que a empresa decidiu apagar de vez as luzes da árvore de Natal mais alta do mundo.

Para substituir o monumento, a empresa implantou o Natal Iluminado no Parque Augusto Franco (Parque da Sementeira), zona sul de Aracaju, com muitas luzes espalhadas em vários pequenos adereços.

Números grandiosos

A árvore tinha 2.630 lâmpadas strobes (que dão
 o efeito pisca-pisca) e 19.610 incandescentes.
Foto: Arquivo

Até 2007, a árvore tinha 110,11 metros de altura, o equivalente a um prédio de 40 andares. A partir de 2008, ganhou mais alguns metros e passou a 127,99 m de altura, conquistando o título do Guiness Book da árvore de Natal mais alta do mundo.

A árvore seria inaugurada no dia 5 de dezembro com 2.630 lâmpadas strobes (que dão o efeito pisca-pisca) e 19.610 incandescentes.

Tinha 4.500 metros de cabos e 4.500m de cabos revestidos, 60 mil metros de cabos de 2,5mm – passando por 17 postes –  e energia suficiente para iluminar uma cidade do porte de Muribeca, com 2.210 domicílios, durante 30 dias.

Texto e imagens do site: fanf1.com.br

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Cultura Dorense


Publicado originalmente no site Visite Dores, em  24 de março de 2016

Cultura dorense

Quando se fala em cultura dorense é difícil não lembrar dos bordados e bonecas de pano

Por João Paulo Araújo de Carvalho*

Quando se fala em cultura dorense é difícil não lembrar dos bordados e bonecas de pano, confeccionados pelas artesãs em suas próprias residências especialmente por aquelas que fazem parte do Grupo da melhor idade “Renovação”, ou ainda da carne-de-sol ou da traíra.

Foi a partir do “Renovação” que nos últimos anos ressurgiram antigas manifestações culturais do município, como é o caso do Samba de Coco e do Reisado. Outros campos da cultura merecem igual destaque, como é o caso da música, que conta com dorenses como o músico e compositor Edilberto Andrade (In memoriam) autor do hino à Padroeira, José Cícero Soares (Zé de Neném) autor do hino do município, Djalmir Alves Santos músico que tem encabeçado bandas de fanfarras no município e que faz parte de Filarmônicas sergipanas premiadas no Brasil inteiro, além de bandas como Expressão A4, Colibri, etc.

No campo literário temos os escritores José Lima Santana (ver mais na sessão Dorenses destaque) - que é ocupante de uma cadeira na Academia Sergipana de Letras -, Fernando de Figueiredo Porto (In memoriam), Miguel Messias dos Santos - radicado em Atibaia (SP) e autor da obra poética Jardim da Esperança -, Manoel Cardoso - professor de língua portuguesa autor de mais de uma dezena de livros de poesia, romance e ficção e atualmente residente no estado de São Paulo, dentre outros. Na poesia, destaque-se ainda Manoel Messias Moura que recentemente lançou o CD Música e Poesia e é ainda artista plástico.

Quando falamos em artes plásticas, o município tem gerado grandes talentos como os consagrados nacionalmente e no exterior Adauto Machado e Hortência Barreto, além de Zezinho (J. Antônio), Jânisson Andrade, Rodson Machado, Daniel e o escultor Liliu.

No que se refere ao calendário festivo, temos o nosso carnaval fora de época, a Micarense, realizada no mês de abril, além da Grande Festa do Boi, conhecida como a maior festa de rodeio do norte-nordeste. No que se refere às festas religiosas, destaque para as comemorações alusivas à Padroeira do município, Nossa Senhora das Dores (setembro) e para as procissões penitencias, algumas centenárias, que ocorrem durante a Quaresma, especialmente as procissões do “Cruzeiro do Século”, do “Madeiro”, do “Senhor Morto” e dos “Penitentes”.

* Professor, historiador e coordenador do Projeto Memórias.

Texto e imagem reproduzidos do site: visitedores

História de Nossa Senhora das Dores

Rua Getúlio Vargas (prefeitura)

Publicado originalmente no site Visite Dores, em 24 de Março de 2016

História de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores tem sua origem num povoado outrora denominado de Enforcado.

Por João Paulo Araújo de Carvalho*

Nossa Senhora das Dores tem sua origem num povoado outrora denominado de Enforcados, cujo nome ficou marcado na história de Sergipe como símbolo da resistência indígena ao avanço colonialista europeu nas terras do cacique Serigy. Afinal, o primeiro registro a este local data de 1606 quando ali foram doadas terras para a criação de gado a Pero Novais de Sampaio. Lembremos que em 1590 os nativos dos “sertões do rio Real” (atual Sergipe) foram derrotados militarmente por Cristóvão de Barros, fundador da cidade de São Cristóvão de Sergipe d´El Rey.

Enforcados recebeu esse nome por conta do extermínio de índios naquele local, por enforcamento, durante ou como consequência da Guerra de “Conquista” encabeçada por Cristóvão de Barros. Esse povoado pertenceu inicialmente à Vila de Santo Amaro, depois à de N. Sra. da Purificação da Capela. Em 28 de abril de 1858 foi ereto em Freguesia, desmembrada da Freguesia de Jesus, Maria, José do Pé do Banco (atual Siriri), com o nome de Nossa Senhora das Dores. Já em 11 de julho de 1859, a mesma foi transformada em Vila, cujas terras pertenciam anteriormente a Divina Pastora e Capela. Por fim, Dores foi transformada em cidade a 23 de outubro de 1920.

* Professor, historiador e coordenador do Projeto Memórias.

Texto e imagem reproduzidos do site: visitedores.com

Natal Iluminado 2018, na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju

Foto reproduzidado Facebook/Fecomércio Sergipe

Natal Iluminado 2018, na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju






Fotos reproduzidas do Facebook/Fecomércio Sergipe