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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Centro Histórico: ref. viva das tradições culturais de S. Cristóvão





Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 16/02/2018 

Centro Histórico: referência viva das tradições culturais de São Cristóvão

Vale a pena conhecer um pouco das tradições locais, preservadas com todo zelo pelo povo sancristovense e incorporadas ao dia a dia e à produção artística do município.

São Cristóvão guarda boas surpresas para quem a visita. Quarta cidade mais antiga do Brasil e primeira capital de Sergipe, a Cidade Mãe - como carinhosamente é chamada pelos sergipanos- encanta pela riqueza cultural, pelo conjunto arquitetônico e pela beleza natural. As ruas, praças e igrejas têm um passado preservado há gerações, mantendo o nome de São Cristóvão como uma referência viva em diversos aspectos históricos e artísticos do Estado.

Para o prefeito Marcos Santana, valorizar a produção cultural do município é uma diretriz da atual gestão, assegurando como política pública o respeito às tradições populares e às diversas expressões artísticas e sociais sancristovenses. “Entendemos a arte como uma construção coletiva de diversos saberes, um movimento que mantém viva a cultura do nosso povo”, destacou.

Toda essa riqueza pode ser vivenciada num passeio pelo Centro Histórico, sede do município, num encontro revelador. Vale a pena conhecer um pouco das tradições locais, preservadas com todo zelo pelo povo sancristovense e incorporadas ao dia a dia e à produção artística do município.

Acompanhe esta deliciosa viagem pelo Centro Histórico de São Cristóvão.

Praça São Francisco

A cidade de São Cristóvão, fundada no final do século XVI (1590), foi sede da Capitania de Sergipe Del Rey até o ano de 1855, quando houve a transferência da capital para Aracaju. A Praça São Francisco, localizada no coração do Centro Histórico, é considerada uma das obras mais importantes do mundo, e foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2010, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A construção da Praça São Francisco ocorreu durante a União Ibérica (1580/1640), período em que Portugal e Espanha estiveram sob o domínio de um só rei. No local estão localizadas a Igreja e Convento de São Francisco, o Museu de Arte Sacra, o Lar Imaculada Conceição, o Museu Histórico de Sergipe (antigo Palácio Provincial)  e um conjunto de residências dos séculos XVII e XIX.

A Praça Getúlio Vargas (Praça da Matriz) e a Praça Nossa Senhora do Carmo complementam o acervo do Centro Histórico.  

Igrejas

As igrejas fazem parte da riqueza arquitetônica e cultural do Centro Histórico e guardam parte das tradições sancristovenses, que têm a religiosidade como ponto fundamental na construção histórica do município.

Na região estão localizadas sete igrejas: Santa Isabel e a São Francisco,  na Praça São Francisco; Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, na rua do Rosário; Nossa Senhora da Vitória (Igreja Matriz), na Praça Getúlio Vargas; Igrejas do Carmo Grande e do Carmo pequena, na Praça Nossa Senhora do Carmo; e Igreja Nossa Senhora do Amparo, na rua Messias Prado.

Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldacidade.net

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Cidades históricas abrigam cultura

 Foto: Blog Matraqueando

Municípios de Sergipe como São Cristóvão e Laranjeiras são o berço da cultura popular 
e abrigam belíssimos museus que guardam a história de Sergipe e do Brasil Império
Foto: Jadilson Simões/ Equipe JC

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 14/02/2018

Cidades históricas abrigam cultura

Distantes do mar e do ‘Velho Chico’, mas próximos da capital, Laranjeiras e São Cristóvão são as versões históricas do turismo de Sergipe.

Distantes do mar e do rio São Francisco, mas próximos da capital Aracaju, os municípios de Laranjeiras e São Cristóvão são as versões históricas do turismo de Sergipe. Se o litoral do menor estado brasileiro não é tão verde como dos vizinhos nordestinos, essas duas cidades souberam preservar seu passado histórico em forma de praças, igrejas e museus.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a cidade de Laranjeiras, distante 20 quilômetros da capital sergipana, parece querer nos contar uma história a cada ladeira vencida. Toda a cidade é um poço de história e cultura, que inclusive, já serviu de cenário do filme ‘Orquestra dos Meninos’ (2008) e de produções televisas como ‘Teresa Batista’ e ‘Tieta’.
  
Esse destino foi a cidade sergipana mais importante do período imperial, onde nasceu a primeira Alfândega de Sergipe, em 1836, e viu a indústria da cana-de-açúcar ser sua principal fonte de renda. Maior produtor de açúcar cristal do estado, o que na época lhe garantiu um alto nível de desenvolvimento econômico, atraindo comerciantes, profissionais liberais e intelectuais, Laranjeiras chegou a receber, em 1860, uma comitiva europeia que incluía ninguém menos do que o imperador Dom Pedro II e sua esposa Teresa Cristina.

No município, um dos prédios que mais se destacam é o belo Quarteirão dos Trapiches, onde funcionam os cursos de Arqueologia, Arquitetura, Dança, Teatro e Museologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). De estilo barroco, seu interior guarda as ruínas do antigo trapiche do rio Cotinguiba, onde é possível ver as palmeiras que teriam sido plantadas por Dom Pedro II.

A Praça da Matriz, também é outro ponto turístico da cidade que precisa ser visitado. O local abriga a imponente Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, erguida na segunda metade do século 18 como a primeira a ser dedicada ao Sagrado Coração de Jesus no Brasil. Conhecida como a Igreja dos Brancos por sua estrutura suntuosa, a Matriz tem como destaque um órgão alemão que, dizem, é um dos quatro existentes do Brasil, e é manuseado, atualmente, por apenas duas pessoas.

Bem perto da igreja estão museus como o Museu de Arte Sacra, o segundo mais importante de Sergipe, cujo acervo abriga imagens religiosas, mobiliários e alfaias; e o Afro-Brasileiro, museu que retrata as influências africanas em Sergipe, com peças da época do cultivo da cana, da escravatura, utensílios domésticos e referências às manifestações dos negros da época.

São Cristóvão

A cidade fundada em 1590 encanta os visitantes com um rico conjunto arquitetônico colonial em seu Centro Histórico. Primeira capital do estado, ganhou em 2010 um título de peso: a Praça São Francisco foi eleita Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Comece o passeio por ela, endereço do Museu de Arte Sacra, no mesmo conjunto do Convento e Igreja de São Francisco, com mais de 500 peças dos séculos 17 a 20, do Museu Histórico de Sergipe, e da Igreja de Santa Isabel e Congregação Irmãs Missionárias Lar Imaculada Conceição, de 1607, onde são vendidos os bricelets, tradicionais biscoitos produzidos pelas religiosas.

Em seguida, vá até a Praça da Matriz e visite a Igreja Nossa Senhora da Vitória (1608). Para fazer o passeio com uma agência, em Aracaju tem agências que oferecem pacotes. O Museu de Arte Sacra está aberto de terça a domingo, das 10h às 16h. O Museu Histórico de Sergipe funciona de terça a domingo, das 10h às 16h. Telefone: (79) 3261-1435.

Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldacidade.net