sexta-feira, 20 de abril de 2018

Visite Sergipe no meio do ano

Foto: André Moreira

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 17/04/2018 

Visite Sergipe no meio do ano

A música, o colorido e as luzes dos fogos de artifício são bons motivos para agendar a viagem.

Por: Portal Viagem

A música, o colorido e as luzes dos fogos de artifício são bons motivos para agendar a viagem a Sergipe para o meio do ano. Já em maio o clima dos festejos juninos começa a dominar todo o estado, que é o menor do Brasil em área. O Forró Caju e o Arraiá do Povo, em Aracaju, e o Forró Siri, em Nossa Senhora do Socorro, são o ponto alto da festança.

Melhor ainda é que o clima quente da região, com temperatura média anual de 26ºC, permite que se aproveitem também as praias. Tudo bem que elas não sejam as mais badaladas do nordeste, mas quem botar os pés na areia e mergulhar nas águas verdes e tranquilas da Praia do Saco, a 70 quilômetros ao sul de Aracaju, vai concordar com os rankings que a encaixam na lista das mais belas do Brasil.

E a orla bem cuidada da capital do estado surpreende. Ficar por ali curtindo as praias limpas, como Atalaia, a boa infraestrutura e a ciclovia é um ótimo programa. Se ouvir um toque-toque constante, saiba que ele vem das barracas à beira-mar, do hábito de quebrar caranguejo. Martelo, base de pedra e umas horinhas garimpando a carne nas patas do crustáceo fazem parte do ritual do qual poucos visitantes da cidade escapam.

Do passado colonial, com presença de franceses e holandeses e retomada do domínio português no século 17, Sergipe guarda atrações arquitetônicas como os municípios de São Cristóvão e Laranjeiras. E o mais bacana é que, como se trata de um território pequeno, fica fácil se deslocar entre litoral e interior para aproveitar o melhor de cada lugar. Na Semana Santa, os casarões de São Cristóvão são iluminados pela Procissão do Fogaréu. O centro histórico da cidade recebeu em 2010 o título de Patrimônio Mundial da Unesco.

Em Laranjeiras, a segunda cidade mais antiga do estado, linda e cheia de história, há festas populares e comemorações religiosas. Quem passa pelo interior de Sergipe acrescenta ao vocabulário termos como chegança, cavalhada, pastoril, lambe-sujos e caboclinhos, manifestações culturais que tomam as ruas num calendário de festas embaladas a cuíca, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá. Mas se a ideia é continuar curtindo o litoral, aponte para o norte de Aracaju e chegue à primeira estação do Projeto Tamar (centro de estudos e preservação de tartaruga marinha) no país, à Lagoa Redonda, ao Mirante do Robalo e à Praia de Ponta dos Mangues, essa com ondas boas para surfe.

Já na divisa com Alagoas, um deslumbramento: o Delta do São Francisco, com dunas de areia branquíssima, coqueiros e piscinas naturais. Enveredando pelo sertão, lá na ponta oeste, chega-se aos cânions surgidos pelo represamento da águas do Velho Chico para a construção da Hidrelétrica do Xingo. Ali, passeios de barco em águas esverdeadas vão revelar paisagens impressionantes de fendas de paredes avermelhadas, formações rochosas espetaculares e piscinas naturais.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

terça-feira, 17 de abril de 2018

Estudo analisa as práticas amorosas em Sergipe (fim do séc XIX)

 Joelma Dias Matias: "Antes do período de Emília, até metade do período que Emília viveu, 
as relações eram muito controladas pela família e pela sociedade" 
Foto: Adilson Andrade - Ascom/UFS

 'Luz na tormenta', livro publicado por Emília Fontes, contendo uma coletânea de 140 cartas trocadas entre ela e Joaquim Fontes (acervo da autora)

Emília Rosa de Marsillac Mota e Joaquim Martins Fontes
Fotos: Arquivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe

Publicado originalmente no site Ciencia UFS, em  27 de março de 2018
  
Romance e história: o amor e normas socioculturais nas cartas de Emília e Joaquim Fontes
Estudo analisa as práticas amorosas em Sergipe no fim do século XIX, a partir da experiência do casal

Definir um relacionamento como uma história de amor depende de muitos fatores e nem é preciso dar certo no fim pra que seja descrita como tal. A sociedade e suas regras para os sentimentos dos românticos interferem muito mais do que imaginamos nas nossas relações afetivas.

A pesquisadora Joelma Dias Matias traz em sua dissertação de mestrado uma análise das práticas amorosas na capital sergipana a partir das cartas trocadas por Emília e Joaquim Fontes. Intitulado “Práticas amorosas e normas socioculturais nas narrativas epistolares de Emília e Joaquim Fontes”, o trabalho faz uma análise completa dos conceitos de amor vividos em diferentes épocas, até chegar no tempo em que os apaixonados sergipanos viveram.

As correspondências amorosas que nos permitiram conhecer a história de Emília e Joaquim foram reveladas através do livro lançado pela própria Emília, Luz na tormenta. A obra é composta por uma coletânea de 140 cartas, 110 delas trocadas entre a autora e Joaquim durante o conturbado noivado entre os dois, entre 1890 e 1894.

Joelma identificou três diferentes conceitos de amor ao longo do tempo: Eros, Philia e Cárita. Do pensamento de Platão, surgiu o Eros, representando o amor romântico, sofrimento e o desejo pela pessoa amada através da ideia de paixão. Os gregos não confiavam no Eros, pois, segundo eles, isso alterava a racionalidade humana.

Depois, Aristóteles nos trouxe o conceito de Philia, que tratava do amor como algo relacionado à amizade, a vontade de estar na companhia do outro e na manifestação das virtudes humanas. Em seguida, o pensamento cristão disseminou o conceito de Cárita, ou Ágape, um conceito de amor que estava mais ligado ao pensamento bíblico de amor ao próximo.

Além dos pensadores, o contexto econômico e político também alteravam a percepção humana sobre as práticas amorosas. De acordo com Joelma, na Idade Medieval o amor era tratado como um amor cortês, onde a servidão do homem era a maior demonstração do sentimento, a mulher tinha que ser conquistada a todo custo.

Já na Idade Média, esse conceito foi mais ao extremo, quando o amor era vivido como sofrimento, e se casar com a mulher amada não era mais um prêmio. Quanto maiores fossem os obstáculos entre os amantes, maior era o amor.

O conceito que chegou ao Brasil, de acordo com a pesquisadora, foi o do amor burguês, entre o final do século XVIII e início do século XIX. Era o amor distante, irrealizável e que era proibido de ser demonstrado publicamente.

As cartas como fontes históricas

De acordo com o historiador e professor de História do Brasil e História de Sergipe e também do Mestrado em História da UFS, Samuel Albuquerque, o livro publicado por Emília se caracteriza como uma fonte histórica rica em detalhes sobre aquela época.

“O conceito de fonte histórica é bastante amplo. Tudo que é capaz de preservar informações sobre grupos e indivíduos de uma dada sociedade é, potencialmente, uma fonte histórica”, explica Samuel, que complementa dizendo que “mais que nunca, a ‘escrita de si’, que são os testemunhos autobiográficos (cartas, postais, memórias, diários, autobiografias), interessam aos estudiosos do nosso passado. É ascendente o número de trabalhos e estudiosos renomados que se debruçam sobre esse tipo de fonte histórica”.

“Algumas cartas se perderam, como ela mesma fala, e a gente entende como historiadora e pesquisadora que ela pode ter publicado apenas o que ela quis publicar”, relata Joelma.

Emília e Joaquim

Emília Rosa de Marsillac Mota foi uma mulher que respeitou as regras que a sociedade impôs nas relações amorosas das moças daquela época, mas foi capaz de, sutilmente, desafiá-las para viver o seu amor com Joaquim Martins Fontes. A história de amor vivida em Aracaju entre os anos de 1890 e 1895 se transformou em livro, no qual a protagonista revela, através de cartas trocadas com o noivo, os conturbados momentos até que o casal finalmente fosse reconhecido como Emília e Joaquim Fontes. A primeira batalha para que o casamento acontecesse foi a de aceitação da própria Emília de ser amada pelo pretendente.

“Ela se achava numa condição tão pequena, pensava que não poderia ser objeto de cobiça pelos homens. Ela se achava feia, tinha alguns predicados que falava de si mesma, de não saber escrever bem; não se achava mulher para quem os homens pudessem olhar. Não acreditava muito no amor que Joaquim sentia, até todas as provas que ele deu. Quando ele a convenceu de que realmente a amava e a queria como esposa, foi que ela realmente acabou aceitando e, indiretamente, lutando pra que conseguisse se casar com ele”, revela a pesquisadora.

Joelma aponta que Emília foi muito reconhecida na região sudeste, onde morou após seu casamento com Joaquim, devido ao trabalho que o marido exercia como promotor público. Mas lamenta o fato de a história do casal não ser conhecida no próprio estado onde nasceram. Há exemplares do livro de Emília no Instituto Histórico de Sergipe, mas praticamente não houve circulação da obra no estado.

“Ela é uma mulher de dois tempos. Ela nasceu e viveu numa parte do século XIX e já pegou uma transição do século XX onde as coisas, principalmente onde ela foi morar, já estavam totalmente à frente do que ela via aqui no nosso estado”, assinala Joelma.

Controle religioso

Era comum que a igreja influenciasse as famílias a escolherem os pretendentes de seus herdeiros. O principal motivo seria a contribuição que essas famílias abastadas realizavam para as paróquias na época. Dividir a riqueza de uma família rica com outra família menos favorecidas economicamente poderia trazer como consequência a diminuição da doação espontânea para a igreja.

Mas, até nesse aspecto, Emília conseguiu vencer. Quem realizou seu casamento foi o próprio Monsenhor Olímpio Campos, amigo influente da família e de toda a sociedade religiosa que viveu naquela época. Dessa forma, até a aceitação da igreja foi possível graças à sua insistência em viver o amor que Joaquim lhe oferecia.

“A igreja controlava a questão da castidade, de casar virgem, que a mulher era criada para casar e procriar. Que a mulher fosse criada para ser boa dona de casa, boa mãe de família, boa esposa e que o marido ele tinha toda a liberdade do mundo para fazer o que ele quisesse, em relação ao prazer e ao sexo, com outras mulheres e não com sua esposa” conta a pesquisadora, e acrescenta que “quando a igreja controla uma sociedade, cria-se um padrão de comportamento”.

A mulher na sociedade oitocentista

Se as regras para viver o amor mudavam através dos séculos, as mulheres eram as que mais sentiam essa mudança. O controle patriarcal nas relações amorosas pesava mais para as moças da época, de quem os comportamentos inadequados eram considerados abomináveis.

“Antes do período de Emília, até metade do período que Emília viveu, as relações eram muito controladas pela família e pela sociedade. Até a mulher se impor e verdadeiramente escolher o seu par, seu futuro esposo, tinha todo esse controle que ela vivenciou”, aponta Joelma.

As moças precisavam de paciência e estratégia para conseguir viver um romance. As mulheres em condição de escravidão que acompanhavam as senhoras faziam o papel de intermediadoras amorosas, levando e trazendo recados dos amantes, acompanhando-as em passeios curtos pelas ruas - embora, por outro lado, não fosse bem visto uma mulher sair sem a companhia de um homem. Em casos extremos, as mulheres escravizadas chegavam a ajudar sua senhora em supostos “sequestros”, que nada mais eram do que fugas planejadas, em que a moça só voltaria para casa depois que sua família aceitasse o casamento com o pretendente “raptor”.

A pesquisadora reconhece que Emília foi uma mulher que quebrou essas regras sociais em relação ao casamento, mesmo que tenha feito isso de forma velada. O fato é que ela teve que mobilizar grande parte de sua família e amigos influentes para que seu pai aceitasse o noivado com Joaquim.

“Os irmãos também fizeram uma intervenção junto ao pai, a madrasta tentou aprontar algumas para que o pai aceitasse – e depois se arrependia. Ela [Emília] usou algumas estratégias para poder fazer com que o pai se convencesse de que eles se amavam e que ela queria casar com Joaquim. Apesar de que o pai apresentava outros pretendentes a ela”, destaca Joelma.

Ainda somos oitocentistas?

Joelma também dá aulas para mulheres em cidades do interior do estado e explica que algumas práticas ainda não foram superadas em relação ao controle das mulheres. Episódios em que alunas são impedidas de assistir as aulas pelos seus maridos ainda são recorrentes, por exemplo. Opiniões fundadas, pela forma como as mulheres agem perante a sociedade, demonstram também a imposição moral religiosa influenciando as famílias do século XXI.

“Alguns resquícios do século XIX e do patriarcalismo ainda persistem na nossa sociedade, sobretudo os que são impostos a nós, mulheres. A mulher ainda é muito cobrada no que diz respeito à sua função como mulher e esposa”, conclui Joelma.

Marília Souza (bolsista)
Marcilio Costa
comunica@ufs.br

Texto e imagens reproduzidos do site: ciencia.ufs.br

Lagarto comemora 138 anos


Publicado originalmente no site do Cinform, em 16 de abril de 2018

Com mercado promissor em ascensão, Lagarto comemora 138 anos

Por Fredson Navarro

Instalação das universidades aqueceu a economia do município

Lagarto vai celebrar seus 138 anos nesta sexta-feira, 20 de abril, e os moradores comemoram o crescimento do município. A prefeitura está organizando uma festa para lembrar a data com uma programação que vai contar com grandes atrações culturais. A educação do município se destaca no estado com as universidades, atrai mais estudantes e aquece a economia.

O município fica distante 75Km de Aracaju e é localizado na região centro-sul, sendo o maior em extensão do interior sergipano com uma população estimada em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em quase 105 mil habitantes.


Lagarto

“Embora sua história remonte ao século XVI, com a doação do governo português de uma sesmaria ao seu fundador, Antônio Gonçalves de Santomé, Lagarto tornou-se cidade a partir de 20 de abril de 1880. Sua vocação econômica inicial foi a criação de gado e a agricultura de subsistência. Atualmente, sobressai-se um comércio diversificado e intenso, com um ainda incipiente fluxo industrial”, explica o historiador Claudefranklin Monteiro.

O historiador conta que dois grupos políticos comandam o município há 40 anos. “Os grupos começaram a se rivalizar no poder na década de 70 e continuam até hoje. Eles disputam ora pelo domínio econômico, ora pelo populismo, sem grandes novidades que se firmem na preferência do eleitorado.

Os filhos ilustres enriqueceram o município culturalmente. “Lagarto além de ser o berço de grandes intelectuais de renome nacional, tem nas expressões populares, na poesia e nas artes cênicas seu forte, capitaneadas por ações independentes, advindas das novas gerações, ou mesmo a partir da recém-criada Academia Lagartense de Letras”, recorda.

Entre os filhos ilustres de Lagarto estão: Laudelino Freire (membro da Academia Brasileira de Letras), Sílvio Romero (membro da Academia Brasileira de Letras, sendo um dos fundadores), Aníbal Freire (membro da Academia Brasileira de Letras), Joel Silveira (jornalista e escritor) e Diego Costa (jogador de futebol com destaque internacional).

A hidrografia do município é composta pelos rios Vaza-Barris, Piauí, Jacaré, Piauitinga de Cima, Machado e Caiça, pelos riachos Oiti, Pombos, Flexas e Urubutinga. No seu solo, há riquezas minerais como argila, calcário, mármore, enxofre e pedras de revestimento. Sua área de preservação são as piscinas do povoado Brejo e o Balneário Bica. Hoje, há mais de 100 povoados que compõem o município.


Educação

Apesar de ainda ser carente de investimentos na educação básica, Lagarto tornou-se a partir do fim dos anos 90 uma cidade universitária em consolidada ascensão. Atualmente o município conta com sete centros universitários, entre eles um campus da Universidade Federal de Sergipe. O fortalecimento da educação atrai cada vez mais jovens para estudar de morar no município possibilitando a geração de mais empregos e aquecimento da economia.

Em 2008 a cidade de Lagarto recebeu o Prêmio Educação Nota 10, do Instituto Ayrton Senna, devido ao seu importante trabalho na educação, tanto na rede pública quanto particular.

“Com a transformação do município em cidade universitária, Lagarto passou a atrair investimentos em diversos setores, principalmente, em abertura de excelentes estabelecimentos culturais e de lazer na vida noturna. Isso faz com que a sua população nos momentos de folga possa ter boas opções para diversão”, vibra o estudante João Paulo.

O baiano Rafael Prado se mudou para Lagarto em 2011 para realizar o sonho de se formar em administração. Gostou tanto que resolveu ficar no município. “Sempre quis estudar administração e encontrei aqui esta oportunidade. Me formei em 2015 e acabei ficando. Estou gerenciando uma empresa de bebidas e estou muito feliz em morar aqui”, orgulha-se.


Mercado promissor

Se destaca nas atividades econômicas de Lagarto o cultivo de tabaco que é industrializado e comercializado para outros estados, além disso das plantações cítricas, feijão, laranja e mandioca, e criação de bovinos, equinos, ovinos e suínos.

Com a cidade universitária, empresários passaram a investir em casas de shows, restaurantes e bares para oferecer entretenimento ao público jovem.

Jakson Moura observou a ascensão neste setor e decidiu sair de Aracaju e se mudar para Lagarto para abrir um restaurante de comida japonesa. “Escolhi Lagarto porque é uma cidade muito promissora, onde podemos encontrar várias indústrias consolidadas e em expansão por parte das universidades. É uma cidade com moradores de alto poder aquisitivo, que com o passar dos anos vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais”, reconhece.

O empresário disse que em pouco tempo, o Jack Lounge passou a ser o point dos estudantes. “Os universitários adoram o local para comer e se divertir. É considerado o melhor bistrô e sushi da cidade. Lagarto é uma ótima cidade para se morar por ser tranquila, porém desenvolvida, onde tudo é mais perto, não há engarrafamentos e com ótimo custo de vida”, comemora.

“Nasci em Lagarto e fazendo uma comparação com os últimos 20 anos reconheço que houve uma grande evolução e melhorias na política e economia que fizeram com que morar na cidade se tornasse uma experiência para os meus conterrâneos e moradores vindos dos diversos estados do país como um lugar preparado para proporcionar o atendimento das demandas de sua população”, elogia João Paulo.

Turismo

Além das casas de shows e barzinhos, quem mora ou visita Lagarto tem opções de turismo no município para se divertir. Os principais pontos são: Barragem Dionízio de Araújo Machado e a orla da barragem, a Praça Dr. Filomeno Hora, Pedra da Arara, Cachoeira do Saboeiro (Povoado Mariquita), Fazenda Bonfim (Rio do Cristo), Fazenda Boa Vista da Cajazeira (por seu imponente casarão do século XIX em estilo colonial), Rios locais e o Santuário Mariano de Nossa Senhora da Piedade (onde existe uma imagem de La Pietá, que igual só há na Espanha, coroada com autorização de Sua Santidade o Papa João Paulo II).

Existem ainda no município festas anuais que fazem parte do calendário festivo do estado, entre elas: LaGospel Music, Lagarto Folia, Silibrina (uma das mais tradicionais do Nordeste, com mais de 80 anos de tradição), Festival da Mandioca, Vaquejada de Lagarto, Exposição Agropecuária de Lagarto (Expo Lagarto), Festa da Padroeira, Forroreta, Madereta, os tradicionais Natais dos Povoados.

Programação festiva

A Prefeitura Municipal de Lagarto divulgou através da Secretaria da Cultura a programação que vai celebrar o aniversário da cidade. A festa será realizada entre os dias 17 e 21 de abril.

A programação começa na terça-feira com Encontro Cultural com apresentações folclóricas e segue até o sábado com palestras, seminários, shows, arrastões e será encerrada com a ‘XXV Corrida Rústica’.

Texto e imagens reproduzidos do site: cinform.com.br

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ponte sobre o Rio Poxim e em segundo plano, o Shopping Rio Mar

Nesta Imagem você visualiza a ponte e ao fundo onde antes era o mangue, foi erguido 
o primeiro shopping da capital, o Shopping Riomar, inaugurado na década de 80. 
Foto de Arivaldo Azevedo Santana, fotógrafo sergipano
Imagem e legenda reproduzidas do site infonet.com.br/fotosantigas

Antiga foto da Ponte Prefeito Godofredo Diniz sobre o Rio Poxim

Nesta Imagem se visualiza o Bairro Coroa do Meio sendo aterrado e alagados, 
onde atualmente está localizado o Shopping Riomar, inaugurado na década de 80. 
Foto de Arivaldo Azevedo Santana, fotógrafo sergipano
Reproduzida do site: infonet.com.br/fotosantigas

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Antiga Estação Rodoviária Governador Luiz Garcia, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto da Casa do Fazendeiro, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Terminal Rodoviário de Aracaju (Rodoviária Nova)

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto de Bar na Rodovia Sarney, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto do Calçadão da Rua João Pessoa, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto da Orla de Atalaia, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto do Aeroclube de Sergipe, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Barcos Tototós, Rio Sergipe, no município de Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

"Transporte de Massa" pelas canaletas do Parque, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga foto da Avenida Rio Branco, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigas fotos do Calçadão da Rua João Pessoa, em Aracaju



Imagens de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzidas do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigas fotos do interior do Shopping Rio Mar, em Aracaju


Imagens de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzidas do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigas fotos do Grande Hotel, em Aracaju


Box Policial, em frente ao  prédio do Grande Hotel, no Largo Esperanto, em Aracaju.
Imagens de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzidas do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antiga Estação Rodoviária Gov. Luiz Garcia, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Largo em frente a Ponte do Imperador, na Pça. Fausto Cardoso

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigo Posto Beira Mar, na Avenida Rio Branco, em Aracaju

Micro Posto (Esso) Beira Mar, que ficava na Avenida Rio Branco.
Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigo Postal da Praia de Atalaia, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Antigos Postais da Cidade de Aracaju

 Avenida Ivo do Prado (Rua da Frente).

 Rua Pacatuba, destacando o Colégio Tobias Barreto.

Antigo Posto Touring Clube do Brasil.
Imagens de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzidas do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Rio Sergipe, Praça Inácio Barbosa na Av. Ivo do Prado, em Aracaju

Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor Eudo Robson

Avenida Rio Branco, Rio Sergipe e Ponte do Imperador, em Aracaju

Avenida Rio Branco, Rio Sergipe e Ponte do Imperador, em Aracaju
Destacando o Posto Gama, onde trabalhava o amigo J. Santos, popular 'Buchecha'.
Imagem de arquivo: Jornal de Sergipe/Jornal da Cidade/Poster da Cidade/PMA.
Reproduzida do blog: aracajusaudade.blogspot.com.br
Do professor: Eudo Robson

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Festival Sergipano de Artes Cênicas












Fotos: Pritty Reis/Secult

Publicado originalmente no site da SECULT, em 9 de abril de 2018

Espetáculos de drama são apresentados no Festival Sergipano de Artes Cênicas

“Mar de Fitas, Nau de Ilusão”, do grupo Imbuaça e “O Conselho”, do grupo A tua lona foram os espetáculos do final de semana

Dois dramas instigantes foram apresentados neste final de semana pelo IV Festival Sergipano de Artes Cênicas. O primeiro, “O Conselho”, do grupo A Tua Lona, que passeia entre questões existenciais e o instinto de sobrevivência humana se apresentou em duas sessões, no último sábado e domingo, 07 e 08 de abril, no Teatro Tobias Barreto, compondo a programação do IV Festival Sergipano de Artes Cênicas.

“Acredito que seja muito importante à realização do Festival de Artes Cênicas, principalmente nesse momento político do país, para podermos reafirmar que é necessário fornecer espetáculos gratuitos à população. Para nós artistas é uma vitrine e um momento de troca com o público, com os outros grupos, e de perceber a potência da nossa cena” afirmou o autor e diretor do espetáculo, Euler Lopes.

Em 2016, a peça foi produzida através do Edital de Montagens César Macieira da Secult, e apresentada pela primeira vez. Ela narra a história de quatro personagens que lutam pela sobrevivência dentro de um buraco após uma explosão que destruiu todo o resto do mundo. Nessa convivência forçada, eles têm que suportar a fome até o máximo e quando chegam ao limite reúnem-se em um conselho deliberativo onde decidem quem deve ser sacrificado para alimentar os demais.

“A peça geralmente causa um impacto muito grande, pois a gente chega ao extremo e conduz o público nesse universo, fazendo com que eles se reconhecerem nessas situações limítrofes que a gente é posto diariamente. Acho que o Festival tem essa importância do fomento para os profissionais, ainda mais nessa época de retrocesso tão absurdo em que até a nossa profissão é posta em jogo, e eventos como esse valorizam a produção cênica”, defendeu o ator Cícero Júnior.

Frequentador do Festival, o professor Flávio Tonetti, conta que já assistiu a três espetáculos nesta edição e tem gostado muito. “Estou surpreso com a programação do Festival que tem trazido peças contemporâneas e que propõe novas formas de fazer teatro, o que é raro em Sergipe e demonstra um amadurecimento das curadorias. Achei a peça muito boa apesar de ser muito forte em impactante, sobretudo, pelo momento político que estamos enfrentando”.

Além de “O Conselho”, também no sábado, 07, foi apresentado o espetáculo “Mar de fitas Nau de ilusão”, produzido pelo Grupo Imbuaça, foi apresentado na Praça Nossa Senhora do Loreto, no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão. Com texto e direção de Iradilson Bispo, o espetáculo foi criado para celebrar e reafirmar a cultura popular e a arte pública.  Nele, mestres, dramaturgos, personagens, diretores, brincantes e tantos outros, comemoram a trajetória de quarenta anos do grupo.

Sobre o Festival

O IV Festival Sergipano de Artes Cênicas é uma realização do Governo de Sergipe através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que reúne apresentações diversas em quase um mês de atividades. Toda a programação é gratuita, viabilizadas pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart) e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura. A programação completa e mais informações podem ser acompanhadas pelo site www.cultura.se.gov.br e pela página do Facebook: Secult Sergipe.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br