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quinta-feira, 19 de março de 2020

Aracaju e anos de História

Divulgação (Google)

Publicado originalmente do site A8 SE., em 16 de março de 2012

Aracaju e os 157 anos de História

Da Redação Portal A8 SE.

Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades econômicas. Uma assembléia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de cidade e a transformou em capital, no lugar de São Cristóvão, antiga sede da Província de Sergipe Del Rey. A transferência se deu por iniciativa do presidente da Província, Inácio Barbosa, e do barão do Maruim Provincial. A pequena São Cristóvão não mais oferecia condições para ser sede administrativa e a pressão econômica do Vale do Cotinguiba - maior região produtora de açúcar - exigia a mudança. Era preciso urgentemente a criação de um porto que garantisse a escoação da produção.

Somente em 1865, a capital se firmou. Era o término de uma década de lutas contra uma série de adversidades políticas, sociais e estruturais. A partir dessa data, ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros e agitados anos após a proclamação da República. Em 1884, surge a primeira fábrica de tecidos, marcando o início do desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha uma população de 1.484 habitantes e já havia a imprensa oficial, além de algumas linhas de barco para o interior.

Em 1900, inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. As principais capitais do país sofriam reformas para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Aracaju - que já nasceu na vanguarda - acompanhava o movimento nacional e, em 1908, é inaugurado o serviço de água encanada, um luxo para a época. Em 1914 é a vez dos esgotos sanitários e no mesmo ano chega a estrada de ferro.

Um tabuleiro de xadrez

Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser projetada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área onde predominavam pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro.

Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a idéia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir de modelos de vanguarda em grandes centros urbanos da época - Washington (EUA), Camberra (Austrália), Chicago (EUA), Buenos Aires (Argentina), etc.
  
Centro do poder político-administrativo, a Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da cidade, pois todas as ruas foram ordenadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para terminar no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi, no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.

Capitania de Sergipe

Logo após o descobrimento do Brasil, em 1500, algumas áreas da nova colônia de Portugal encontravam-se em estado de guerra devido às divergências culturais entre índios, negros escravos e os invasores de outros países da Europa. A necessidade de conquistar a faixa territorial que hoje compreende o Estado de Sergipe e acabar com as brigas entre índios, franceses e negros, que não aceitavam o domínio português, era de extrema urgência para o trono.

O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência oficial do temível e cruel cacique Serigy, que, segundo Clodomir Silva no "Álbum de Sergipe", de 1922, dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe.

Fonte: PMA

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Vista aérea do centro da cidade de Aracaju/SE. (1924)
Imagem: acervo Lineu Lins.
Reproduzidas do site: palacioolimpiocampos.se.gov.br

Aracaju - Sergipe

Histórico

A história da capital de Sergipe, Aracaju - antigo povoado Santo Antônio de Aracaju
é uma das mais inusitadas. Sua fundação ocorreu inversamente ao convencional. Ou seja,
não surgiu de forma espontânea como as demais cidades, foi planejada especialmente para
ser a sede do Governo do Estado. Passou à frente de municípios já estruturados,
principalmente São Cristóvão, do qual ganhou a posição de capital. Acredita-se que uma
capelinha, a Igreja de Santo Antônio, erguida no alto da colina, tenha sido o início da
formação do arraial que se transformaria depois na capital do Estado.

 A cidade de Aracaju, hoje com cerca de 460 mil habitantes, surgiu de uma colônia
de pescador que pertencia juridicamente a São Cristóvão. Seu nome é de origem tupi, e,
segundo estudiosos da língua indígena, significa cajueiro dos papagaios. Por ter o privilégio
de estar localizado no litoral e ser banhado pelos rios Sergipe e Vaza-Barris, o pequeno
povoado foi escolhido pelo presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, para ser a
sede do Governo. Deixou para trás, além de São Cristóvão, grandes cidades como
Laranjeiras, Maruim e Itaporanga d’Ájuda.

Inácio Barbosa assumiu o governo em 1853 com o desejo de fazer prosperar ainda
mais a província. Ele sabia que o desenvolvimento do Estado dependia de um porto para
facilitar o escoamento da produção. Apesar de várias cidades no Estado estarem
desenvolvidas econômica e socialmente, faltava essa facilidade. O presidente contratou o
engenheiro Sebastião José Basílio Pirro (homenageado com nome de rua em Aracaju) para
planejar a cidade, que foi edificada sob um projeto que traçou todas as ruas em linha reta,
formando quarteirões simétricos que lembravam um tabuleiro de xadrez.

Com a pressa exigida pelo Governo, não houve tempo para que fosse feito um
levantamento completo das condições da localidade, criando erros irremediáveis que
causam inundações até hoje. O projeto da cidade se resumia em um simples plano de
alinhamentos de ruas dentro de um quadrado com 1.188 metros. Estendia-se da embocadura
do Rio Aracaju (que não existe mais), até as esquinas das avenidas Ivo do Prado com Barão
de Maruim, e a Rua Dom Bosco (antiga São Paulo).

A cidade cresceu inflexível dentro do tabuleiro de xadrez. Aterrou vales e elevou-se
nos montes de areia. Foram feitas desapropriações onerosas e desnecessárias, para que o
projeto mantivesse a reta. A única exceção foi uma alteração imposta pelo próprio
presidente, permitindo que a Rua da Frente ganhasse uma curva, criando a bela avenida que
margeia o rio Sergipe. As terras de Aracaju originaram-se das sesmarias, doadas a Pero
Gonçalves por volta de 1602. Compreendiam 160 quilômetros de costa, que iam da barra
do Rio Real à barra do Rio São Francisco, onde em toda as margens do estuário não existia
uma vila sequer. Apenas eram encontrados arraiais de pescadores. Há notícias de que às
margens do Rio Sergipe, em 1669, existia uma aldeia chamada Santo Antônio do Aracaju,
cujo capitão era o indígena João Mulato.

Quase um século depois, essa comunidade encontrava-se incluída entre as mais
importantes freguesias de Nossa Senhora do perpétuo Socorro do Tomar do Cotinguiba. Os
fatos mais relevantes da vida política de Aracaju estão registrados a partir de 1855. O
desaparecimento das lutas e agitações da vida colonial possibilitou o crescimento da
economia. O açúcar, produto básico da província, era transportado por navios que traziam
em troca mercadorias e as notícias do reino.

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Gentílico: aracajuano

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Aracaju, pela lei provincial nº 473, de 28-03-
1837.

Elevado à categoria de município e capital do estado de Sergipe, pela lei provincial
nº 473, de 17-03-1855. Sede no atual distrito de Aracaju. Constituído do distrito sede.
Pela lei municipal nº 84, de 27-01-1903, são criados os distritos de Barra dos
Coqueiros e Porto Grande e anexado ao município de Aracaju.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído
de 3 distritos: Aracaju e Barra dos Coqueiros e Porto Grande.

Assim permanecendo nos quadros do recenseamento geral de 1-1X-1920.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído
de 2 distritos: Aracaju e Barra dos Coqueiros. Não figurando o distrito de Porto Grande.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela lei estadual nº 525-A, de 25-11-1953, desmembra do município de Aracaju o
distrito de Barra dos Coqueiros. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito
sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Texto reproduzido do site: biblioteca.ibge.gov.br