sexta-feira, 27 de março de 2020

Calçadão da rua Laranjeiras, em Aracaju (Isolamento social)

Calçadão da rua Laranjeiras, no centro comercial da
cidade de Aracaju, em tempo de Isolamento social,
motivado pelo coronavírus.
Foto: Sérgio Silva
Reproduzida do site: aracaju.se.gov.br

quinta-feira, 19 de março de 2020

Aracaju e anos de História

Divulgação (Google)

Publicado originalmente do site A8 SE., em 16 de março de 2012

Aracaju e os 157 anos de História

Da Redação Portal A8 SE.

Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades econômicas. Uma assembléia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de cidade e a transformou em capital, no lugar de São Cristóvão, antiga sede da Província de Sergipe Del Rey. A transferência se deu por iniciativa do presidente da Província, Inácio Barbosa, e do barão do Maruim Provincial. A pequena São Cristóvão não mais oferecia condições para ser sede administrativa e a pressão econômica do Vale do Cotinguiba - maior região produtora de açúcar - exigia a mudança. Era preciso urgentemente a criação de um porto que garantisse a escoação da produção.

Somente em 1865, a capital se firmou. Era o término de uma década de lutas contra uma série de adversidades políticas, sociais e estruturais. A partir dessa data, ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros e agitados anos após a proclamação da República. Em 1884, surge a primeira fábrica de tecidos, marcando o início do desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha uma população de 1.484 habitantes e já havia a imprensa oficial, além de algumas linhas de barco para o interior.

Em 1900, inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. As principais capitais do país sofriam reformas para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Aracaju - que já nasceu na vanguarda - acompanhava o movimento nacional e, em 1908, é inaugurado o serviço de água encanada, um luxo para a época. Em 1914 é a vez dos esgotos sanitários e no mesmo ano chega a estrada de ferro.

Um tabuleiro de xadrez

Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser projetada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área onde predominavam pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro.

Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a idéia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir de modelos de vanguarda em grandes centros urbanos da época - Washington (EUA), Camberra (Austrália), Chicago (EUA), Buenos Aires (Argentina), etc.
  
Centro do poder político-administrativo, a Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da cidade, pois todas as ruas foram ordenadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para terminar no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi, no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.

Capitania de Sergipe

Logo após o descobrimento do Brasil, em 1500, algumas áreas da nova colônia de Portugal encontravam-se em estado de guerra devido às divergências culturais entre índios, negros escravos e os invasores de outros países da Europa. A necessidade de conquistar a faixa territorial que hoje compreende o Estado de Sergipe e acabar com as brigas entre índios, franceses e negros, que não aceitavam o domínio português, era de extrema urgência para o trono.

O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência oficial do temível e cruel cacique Serigy, que, segundo Clodomir Silva no "Álbum de Sergipe", de 1922, dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe.

Fonte: PMA

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

A mudança da capital sergipana e a criação de Aracaju em 1855

Foto reproduzida do Google e postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo

Texto publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 19 de março de 2020 

A mudança da capital sergipana e a criação de Aracaju em 1855

Do Blog Infonet GETEMPO

Profª. Gabriela Rezendes Silva
Graduada em História (UFS)
Mestranda em Ensino de História (UFS)
Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq)
E-mail: gabriela@getempo.org

Orientador: Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (UFS/DHI)

Diferente da maioria das capitais que já existiam como cidades, Aracaju foi elevada à categoria de cidade no mesmo instante em que se tornou a nova capital da Província de Sergipe. Conhecida como “cajueiro dos papagaios”, a atual capital sergipana foi criada em 17 de março de 1855, pela lei provincial nº 473.

A jovem cidade foi muito criticada em sua fundação, principalmente porque a capital anterior da província, a cidade de São Cristóvão, ocupou papel de destaque na história sergipana por mais de 250 anos.  Mesmo que São Cristóvão não estivesse atendendo aos interesses econômicos por causa da impossibilidade de escoamento da produção açucareira – não existia condições para se ter um porto – possuía as características básicas para o bom funcionamento de uma cidade, diferente de Aracaju, a qual precisaria ser de fato criada, já que praticamente só havia mangues e pequenas povoações, como a do Santo Antônio do Aracaju.

Apesar das discussões acerca da mudança da capital (discussões que já viam ocorrendo há anos, pois os grandes produtores e políticos sergipanos não queriam continuar dando lucro à Bahia, desejavam produzir, pesar e vender o açúcar aqui) e das inúmeras candidatas ao posto – sim, as cidades de Laranjeiras, Estância, Itaporanga e Maruim ambicionavam tornar-se a nova capital – a grande vencedora da disputa foi Aracaju, pois sua proximidade com o mar e o fato de ser banhada pelo Rio Sergipe, foram fatores determinantes para que o então presidente da província, o jovem advogado Inácio Joaquim Barbosa, a escolhesse.

Joaquim Barbosa, que antes estava no governo do Ceará, foi mandado para Sergipe para resolver o problema da mudança da capital, pois por ser de fora estaria “isento” de influências dos dois grupos dominantes, os conservadores, chamados de “camundongos”, e os liberais, conhecidos como “rapinas”.

Após longas discussões, Inácio Barbosa tomou sua decisão: “Fica elevado à categoria de cidade, o povoado do Santo Antônio do Aracaju na barra do cotiguiba com a denominação de cidade do Aracaju”. A partir de então, iniciou-se o processo de criação da capital. Para tanto, o presidente da província contratou o engenheiro Sebastião José Basílio Pirro. De acordo com o projeto de Pirro, Aracaju foi construída formando quarteirões simétricos que lembravam um tabuleiro de xadrez.

Aos poucos, a cidade de mangues, considerada inóspita por alguns – e de fato nos anos iniciais foi difícil viver em Aracaju, visto que foram muitas as pessoas vítimas de febres intermitentes e doenças misteriosas, inclusive, naquele mesmo ano, em 06 de outubro de 1855, o próprio Inácio Joaquim Barbosa fora vítima de malária –, foi ganhando forma, ruas, moradores e tudo o mais que uma capital precisa. Apesar das décadas iniciais terem sido marcadas por desafios e grandes dificuldades, Aracaju cresceu e permaneceu sendo a capital de Sergipe. Hoje, muito amada pelos aracajuanos e demais moradores do estado.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

terça-feira, 17 de março de 2020

Ponte Construtor João Alves sobre o rio Sergipe

Ponte Construtor João Alves sobre o rio Sergipe,
vista do bairro Industrial, em dia de chuva, em Aracaju.
Foto: Jadilson Simões
Reproduzida do site: jornaldacidade.net

Oceanário de Aracaju - Projeto Tamar, na Orla de Atalaia

Foto reproduzida do site: eaiferias.com

Fim de tarde na Praia de Atalaia, em Aracaju

Foto reproduzida do site: eaiferias.com

Vista aérea do Mercado Municipal de Aracaju

Imagem: Dida Araújo
ASCOM da Câmara de Vereadores de Aracaju
Reproduzida do site: youtube.com

Praia da Caueira, no município de Itaporanga D’Ajuda

Foto reproduzida do site: itaporanga.se.gov.br

Ilha de Mem de Sá, no município de Itaporanga D’Ajuda

Foto reproduzida do site: itaporanga.se.gov.br

Praia do Coqueirinho, no município de Itaporanga D’Ajuda

Foto reproduzida do site: itaporanga.se.gov.br

Quem são as pessoas que dão nome a grandes avenidas da capital

Um dos principais pontos turísticos de Aracaju, o Monumento Tropical, 
que fica na Avenida Ivo do Prado (Foto: PMA)

 Segundo o historiador Reinaldo Rocha, o ato de nomear vias públicas 
com nomes de pessoas está ligado à preservação da memória histórica 
Foto: Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 17 de março de 2020

Veja quem são as pessoas que dão nome a grandes avenidas da capital

Por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

Você conhece os sergipanos que dão nome a importantes avenidas de Aracaju? Quem mora na capital certamente já passou por avenidas que levam o nome de personagens históricos que foram importantes para a cultura e a política do estado. Mas você já se perguntou quem foram essas pessoas? Porque essas avenidas receberam esses nomes? Qual a importância delas para a nossa capital? O Portal Infonet conversou com o historiador Reinaldo Rocha, que falou sobre a trajetória de nomes como João Ribeiro, Hermes Fontes, Barão de Maruim e Ivo do Prado.

Segundo o historiador Reinaldo Rocha, o ato de nomear vias públicas com nomes de pessoas está ligado à preservação da memória histórica, além de uma singela homenagem pela contribuição que deram ao estado ainda em vida. “Todos esses citados tiveram uma grande relevância no cenário sergipano, principalmente entre o fim do século XIX e início do século XX, pois destacaram-se no campo político, histórico, cultural ou econômico”, comenta. Veja abaixo um breve resumo sobre a trajetória das seguintes personalidades:

João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes

Natural do município de Laranjeiras, João Ribeiro foi um dos principais 
ideólogos e intelectuais do estado (Foto: arquivo nacional)

Natural do município de Laranjeiras, João Ribeiro foi um dos principais ideólogos e intelectuais do estado. O historiador explica que Ribeiro se notabilizou como um grande jornalista e escritor. Seus principais trabalhos eram relacionados à crítica cultural, além da escrita de livros de história e gramática para os ensinos fundamental e médio. “Foi um homem que atuou em inúmeras áreas do conhecimento. Por isso que muitos intelectuais da época o chamavam de polígrafo, isto é, aquele que escreve sobre assuntos diversos”, conta Rocha.

O historiador relata também que o prestígio que João Ribeiro adquiriu o fez conviver com os principais intelectuais existentes no Brasil entre entre o fim do século XIX e início do século XX, como Sílvio Romero e Machado de Assis. “João Ribeiro foi um dos primeiros membros da Academia Brasileira de Letras (ABL), fundada em 1897, pelo Machado, no Rio de Janeiro”, conta.

Outro grande feito do João Ribeiro foi conduzir o Almanaque Brasileiro Garnier. Segundo o historiador, a almanaque buscava informar a classe política e civil sobre os mais variados assuntos da vida republicana. “O início da construção de uma identidade brasileira, voltada para o nacionalismo, começou graças a esse belo trabalho que o João Ribeiro realizou”, salienta.

Hermes Floro Martins de Araújo Fontes

Segundo o professor, logo na infância Hermes já demostrava grande intimidade 
com a escrita, memorização e o desenho (Foto: arquivo nacional)

Natural da antiga Vila de Boquim, atual cidade de Boquim, Hermes Fontes foi um dos grandes poetas e jornalistas de Sergipe. “Hermes Fontes é um daqueles casos típicos de pessoas que talvez a palavra gênio não seja pretensiosa”, destaca Reinaldo. Segundo o professor, logo na infância Hermes já demostrava grande intimidade com a escrita, memorização e o desenho. Devido a essas habilidades, o pai o leva para a recém capital Aracaju a fim de incentivá-lo a estudar. “Na capital, ele cai nas graças do Martinho Garcez, o então governador de Aracaju da época, que o convida para estudar no Rio de Janeiro”, relembra.

Na então capital federal da época, Hermes após longos estudos se torna referência no quesito poesia brasileira no início do século XX. “Ele lança uma série de livros poéticos que ganham uma projeção numa época em que livros com essa temática era bastante consumido no Brasil”, destaca. Os temas de suas poesias, conforme explica o historiador, relatavam a saudade da terra natal – Sergipe. Além disso, Hermes também se tornou Bacharel em Direito e passou a colaborar com algumas revistas da época.

João Gomes de Melo (Barão de Maruim)

Segundo o historiador, João Gomes recebe o título de “Barão” pela sua proximidade com o império. “Foi um homem do partido conservador que dava apoio ao governo de D. Pedro II” 
Foto: arquivo nacional
Foi um grande proprietário rural, além de Deputado Geral (equivalente a Deputado Federal) pelo estado de Sergipe. Segundo o historiador, João Gomes recebe o título de “Barão” pela sua proximidade com o império. “Foi um homem do partido conservador que dava apoio ao governo de D. Pedro II”, destaca.

Enquanto político, Reinaldo Rocha explica que o Barão de Maruim vai ter uma importância significativa em um dos processos históricos mais importantes de Sergipe, que é a mudança da capital, de São Cristóvão para Aracaju, em 1855. “Foi no engenho Unha de Gato, de sua propriedade, que vão ser traçados os rumos e basicamente o apoio que os deputados deveriam dar a empreitada de Inácio Barbosa, que tinha o desejo de mudar a capital de Sergipe”, relembra. Ainda segundo o professor, o apoio do Barão de Maruim foi fundamental para que a mudança pudesse ser concretizada.

O historiador detalha que a mudança da capital se deu por razões econômicas. “Naquela época havia dois polos econômicos em Sergipe. Os produtores de cana da região do Vaza-Barris e os produtores de cana do Vale do Cotinguiba”, lembra. Os senhores de engenho do Vale do Cotinguiba (liderados pelo Barão de Maruim), tinham o entendimento que a capital deveria está em um lugar onde pudesse mais facilmente o açúcar ser exportado para a Bahia. “O local no meio desse caminho seria Aracaju, que até então não existia enquanto cidade, era apenas a Vila de Santo Antônio, que originou a cidade e também a nova capital”, lembra.

Ivo do Prado Montes Piris de França

Foi essencialmente um militar alinhado à política. Segundo o historiador, 
além do campo militar e político, ele também foi protagonista do campo intelectual 
Foto: arquivo nacional

Foi essencialmente um militar alinhado à política. Segundo o historiador, além do campo militar e político, ele também foi protagonista do campo intelectual. “Ele se notabilizou em um grande intelectual por ter discutido e criado uma obra chamada “Capitania de Sergipe: e suas ouvidorias”, onde neste livro ele discute aquilo que era um dos assuntos mais prementes no início do século XX: a questão de territórios e fronteiras entre Sergipe e Bahia.

O professor diz que o estado baiano “garfou” boa parte do território que deveria compor o estado de Sergipe. “Quando Sergipe passou a reivindicar uma maior porção territorial a Bahia usou seu poder político e econômico para afirmar que suas fronteiras eram bem maiores em relação ao que os sergipanos alegavam”, destaca.

Foi então que Ivo do Prado entrou em cena para defender, através de documentos históricos, o território sergipano. Alegando que o estado deveria receber uma porção de terras maior em relação àquela que foi dada pela Bahia. “Ivo do Prado foi um primeiros intelectuais a mostrar através de uma série de mapas, imagens e cartas, a extensão do território sergipano. Mas no final das contas, o desfecho dessa história é o que temos hoje: o menor estado da federação. Prevaleu a força política da Bahia, que naquela época era muito forte”, recorda.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 15 de março de 2020

Aracaju Parque Shopping, no bairro Industrial, em Aracaju

Aracaju Parque Shopping, na Avenida João Rodrigues, 42, Bairro Industrial, em Aracaju.
Foto reproduzida do site: ghengenharia.com.br

Vista aérea dos Bairros de Atalaia e Coroa do Meio, em Aracaju

Foto reproduzida do site: politicaemfoco.net.br

Vista aérea da cidade de Aracaju

Foto: Will Rodriguez/F5 News.
Reproduzida do site: f5news.com.br

Vista aérea da cidade de Aracaju

Vista aérea da cidade de Aracaju. Destaque para o Rio Poxim.
Foto reproduzida do Blog União Construções.

Passarela na Orla de Atalaia, em Aracaju.

Foto: Igor Graccho.
Reproduzida do site: bacanudo.com

Vista aérea da cidade de Aracaju

Vista aérea da cidade de Aracaju. Destacando
a Ponte Prefeito Godofredo Diniz sobre o rio Poxim.
Foto: Jorge Henrique/SSP Sergipe
Reproduzida do site: nenoticias.com.br

Turistando na linda ARACAJU

 Arcos da Orla de Atalaia


Catamarã na Orla Pôr do Sol



Largo da Gente Sergipana

Artesanato no Mercado Municipal.
Fotos: Alê Alcântara/Kate Salomão/Arquivo Semict
Reproduzidas do site: aracaju.se.gov.br

quarta-feira, 11 de março de 2020

Antiga Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, na Praia do Saco

Antiga Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem,
na Praia do Saco, município de Estância.
Foto reproduzida da fanpage: Facebook/Descubra Sergipe

terça-feira, 10 de março de 2020

Procissão de Senhor dos Passos, na cidade de São Cristóvão










 Frei Pedro Rangel, pároco de São Cristóvão

 Governador Belivaldo Chagas

 Prefeito Marcos Santana

 Conceições Vieira, diretora-presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe

Devoto Robson Alves dos Santos
Fotos: Inácio Prado

Publicado originalmente no site da PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO, em 09/03/2020

Senhor dos Passos: Milhares de fiéis acompanham o encontro das imagens

O encontro das imagens de Jesus Cristo e Nossa Senhora das Dores na Praça São Francisco é o ápice da Romaria de Senhor dos Passos e marca o fim deste evento religioso. A estimativa é de que cerca de 50 mil pessoas participaram deste simbolo de devoção nos dois dias.

“É um evento que a cidade inteira se prepara o ano todo e nós, da prefeitura, também temos a obrigação de nos prepararmos, por isso que todas as equipes das secretarias estão envolvidas. Nós entendemos que, para além da questão puramente religiosa, a Romaria é um momento de geração de emprego e renda na cidade. Então, para a gente é importante! Estamos trabalhando o turismo religioso e a Festa de Passos é maior dos quatro eventos que temos. Por isso, estamos aqui de braços abertos para receber a todos.”, afirmou o prefeito Marcos Santana.

O gestor municipal ainda demostrou a satisfação em ver um evento católico tão grande sendo realizado na cidade em que nasceu. “O sentimento é de muita responsabilidade, de muita alegria e de muito orgulho. A Romaria está no nosso sangue, está no nosso coração e a gente se prepara o ano todo para ela.”

O governador Belivaldo Chagas sempre está presente e lembrou da importância do evento para o calendário religioso do estado. “Essa festa faz parte, hoje, do calendário religioso de Sergipe por atrair diversos sergipanos e de outros estados em função da fé, da religiosidade cristã. Eu como tenho feito todos os anos, venho aqui para rezar, para agradecer e para continuar pedindo a proteção de Senhor dos Passos.”

A diretora-presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe, Conceição Viera, parabenizou a gestão municipal e os sancristovenses pelo acolhimento aos romeiros. “Esse evento tem sido cada vez mais fortalecido, se tornando uma das principais peregrinações do país. Cada vez a administração se dedica de forma intensa a acolher as pessoas. O Museu Histórico de Sergipe, responsabilidade do Estado, já foi cenário de decisões políticas, e hoje, nesta data importante é o local onde a Verônica canta.”

Estiveram também acompanhando a Romaria de Nosso Senhor do Passos: o ex-governador Albano Franco, os deputados federais Fábio Reis e João Daniel, o deputado estadual Francisco Gualberto, os vereadores Paulo Júnior, Adailton Lopes (Dito), Diego Prado, Vanderlan Correia, Vanderlan Nego, Nau do Maria do Carmo, Tony da Academia e Dadá, o ex-deputado Wanderlê Correia e a ex-prefeita de Itaporanga, Maria das Graças Souza Garcez (Gracinha).

Procissão do Encontro

Ao badalar do sino, a imagem de Senhor dos Passos, sem estar coberta pelo pano, sai da Igreja da Matriz em direção à Praça São Francisco seguida por fiéis para trilhar os setes passos de Jesus ao Calvário. Quase que simultaneamente, o andor de Nossa Senhora das Dores descola-se da Igreja do Carmo para a Praça São Francisco.

No quarto passo, em frente ao Museu Histórico de Sergipe, ocorre o encontro das imagens. Da varanda do museu, é realizado o Sermão do Encontro pelo pároco da cidade e logo após, Verônica canta em latim representando o momento bíblico em que ela enxuga o rosto de Jesus. A procissão segue a caminho da Praça do Carmo, onde é realizada a missa campal ao final.

“Vivenciar essa romaria é, justamente, conformar a nossa vida cheia de pecados e de dor a vida de Cristo para que ele transfigure a nossa vida na vida dele e assim as dores possam se desfazer com mais simplicidade para poder sermos, de fato, seguidores dele”, disse o pároco de São Cristóvão, Frei Pedro Rangel.

O sancristovense Robson Alves dos Santos recorreu à Senhor dos Passos quando esteve adoentado e agora participa do evento como forma de gratidão. “Eu estive doente e fiz uma promessa em que preciso me vestir de roxo e fazer todo o percurso por dois anos. Na sexta, participei da caminhada de Aracaju até São Cristóvão. Ontem, acompanhei a procissão de pés descalços. Hoje, sai da Matriz e estou seguindo a procissão”

Romaria

Patrimônio imaterial do Estado, a romaria ocorre há mais de 200 anos, quando a imagem de Nosso Senhor do Passos foi encontrada por pescadores no rio Paramopama. A festa é uma das mais importantes expressões religiosas do Nordeste e envolve, também, trabalho voluntário.

Texto e imagens reproduzidos do site: saocristovao.se.gov.br