quarta-feira, 9 de maio de 2018

Navio de H Dantas, atracado no município de Barra dos Coqueiros

Foto: demosteness/flickriver.com
Reproduzida do blogluizeduardocosta.com.br

Avenida Osvaldo Aranha, em Aracaju

Foto: arquivo Portal Infonet
Reproduzida do site: infonet.com.br

Sema atua para conservar cobertura arbórea do município



Fotos: SECOM/PMA

Publicado originalmente no site da PMA

Sema atua para conservar cobertura arbórea do município

A arborização é um elemento essencial na paisagem urbana. As árvores garantem sombra, colaboram com a renovação do ar que o ser humano respira e servem de ambiente à permanência de pássaros. Sob o viés da sustentabilidade e redução de impactos ambientais, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) realiza a poda e a supressão de árvores em vias públicas.

Embora tenham relevância no cenário urbano, as árvores podem entrar em conflito com os equipamentos públicos e outros elementos da cidade. A poda é aplicada para manter um bom desenvolvimento e adequar a vegetação arbórea aos locais públicos. Já a supressão é o último recurso a qual o órgão recorre. A medida só ocorre quando compromete a segurança e mesmo assim deve haver a reposição da planta que foi removida, seja no mesmo local ou em outro ponto do mesmo espaço.

Segundo a coordenadora de Fiscalização do Meio Ambiente, a engenheira florestal Carla Zoaid, qualquer árvore que esteja em logradouros públicos, praças, calçadas, rotatórias e canteiros são de responsabilidade da prefeitura. Ou seja, mesmo que a árvore esteja na calçada de uma residência, o cidadão não pode podar ou retirar a planta sem autorização da Sema. "Dentro de casa ou condomínio pode, a exceção da retirada. Pois, até para remover é necessário ter a autorização da Sema", endossa.

O equilíbrio é mantido através da proporcionalidade e a medida regulamentadora que versa sobre a retirada de árvores é a Lei de Regulamentação da Arborização. "Para cada árvore suprimida, outra deve ser plantada. O que não podemos é deixar nossa cidade sem cobertura arbórea", detalha a coordenadora.  É válido salientar que nem toda planta poderá ser removida ou cortada. Antes de qualquer procedimento, uma equipe da Sema comparece ao local para analisar a planta em questão e averiguar se realmente há necessidade de podar ou retirar.

"Essa avaliação não é feita de forma subjetiva e aleatória. Existe uma série de critérios técnicos e a saúde ambiental. O serviço é autorizado quando há risco de queda, os galhos estão mortos e secos ou está em conflito com algum equipamento urbano. Se a planta estiver saudável e não atrapalhar o uso dos aparelhos públicos, não há necessidade de supressão ou corte", reforça Carla.

Para solicitar o serviço, basta comparecer à sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, situada na Avenida Pedro Paes de Azevedo, 853 , bairro Salgado Filho, e preencher um formulário no qual irá mencionar a localização, quantidade de árvores e as razões que justifiquem a necessidade do serviço. Esta solicitação será encaminhada à Diretoria de Controle Ambiental e os fiscais comparecerão ao local para verificar se há ou não a necessidade de podar ou remover a árvore.


Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Estádio João Hora, em Aracaju

Foto: Gustavo Tenório
Reproduzida do site: expressaosergipana.com.br

Pôr do Sol no Rio Vaza-Barris, Região do Mosqueiro, em Aracaju

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Foto: Jorge Henrique/ ASN
Reproduzidas do site: agencia.se.gov.br

Orla Pôr do Sol, Rio Vaza-Barris, Região do Mosqueiro, Aracaju










Fotos: Marcelle Cristinne/ASN
Reproduzidas do site: agencia.se.gov.br

terça-feira, 8 de maio de 2018

Gabinete de Leitura de Maruim


Publicado originalmente no site Jornal de Maruim, em agosto de 2017

Gabinete de Leitura de Maruim completa 140 anos (2017)

O “Majestoso”, como era conhecido o Gabinete de Leitura de Maruim, completa neste sábado, 19, 140 anos de contribuição à cultura sergipana. Com projeto arquitetônico de Corinto Pinto de Mendonça, o prédio do Gabinete, localizado na Praça Barão de Maruim, foi palco de grandes oradores como Tobias Barreto, Fausto Cardoso, Deodato Maia, Thomaz Cruz, Clodomir Silva, Felisbelo Freire, Homero de Oliveira, Otto Schramm, José Quintiliano da Fonseca, Gumersindo Bessa, Pe. Leonardo Dantas, entre outros nomes da história sergipana.

Segundo o historiador Adailton Andrade, os Gabinetes de Leitura foram introduzidos no Brasil pelos portugueses. “O Rio de Janeiro foi o primeiro Estado a receber o Gabinete, mais tarde foram criados os de Pernambuco (1850) e o da Bahia (1863). Sabe-se ainda da existência de outros Gabinetes fundados normalmente por estrangeiros, que residiam no Brasil. Em Sergipe existiram, o Gabinete Literário Laranjeirense, o Gabinete de Leitura de Riachuelo, Gabinete de Leitura de Tobias Barreto, e o Gabinete de Leitura de Maruim, que completa 140 anos de existência como guardião da história e memória do povo sergipano”, comentou.

Segundo Adailton Andrade, o Gabinete de Leitura de Maruim teve como mentor o cônsul alemão Otto Schramm. “As cartas de sua tia Adolphine Schramm revelam que em 1860, já possuía em sua residência um rico acervo, que possivelmente, todo ou parcialmente, fora transferido para a biblioteca do Gabinete. Estamos tratando de um espaço de sociabilidade, com um vasto capital cultural, não só para Maruim, mas de referência em Sergipe, tanto enquanto Província do Império, como em Estado da Federação, haja vista a importância deste espaço em ocasião dos acalorados debates liberais republicanos”, ressaltou o historiador.

De acordo com o historiador Adailton Andrade, no final do século XIX, no acervo do Gabinete de Leitura, constava obras de Voltaire (1860), Rousseau (1857), Júlio Verne (1878), Michelet (1863), Balzac (1863), M. A. Thiers (1862) com a sua “História da Revolução Francesa”, Antônio Feliciano de Castilho (1863) em “Camões: estudo histórico e poético”, Frédéric Soulie (1852) com “Le Veau d’or”, I. F. da Silva e L. A. Rebello da Silva (1853) em “Poesias de Manuel Maria de Barbosa du Bocage”, Sebastião da Rocha Pitta (1880) “História da América Portuguesa”, Visconde de Taunay (1896) com “Innocencia”. Essas obras, geralmente, eram editadas em Paris (França), Bruxelas (Bélgica) e Lisboa (Portugal).

Por sua importância, o Gabinete de Leitura foi reconhecido como Utilidade Pública Federal em 1º de outubro de 1919, através do Decreto nº 3.776, assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa, por intermédio do deputado federal Deodato Maia. Desde 1992, o Gabinete de Leitura foi municipalizado pelo então prefeito de Maruim, Murilo Mota de Oliveira, que o transformou em Biblioteca Pública Josias Vieira Dantas.

Fonte: Prefeitura de Maruim

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldemaruim.com

Rio Ganhamoroba, no município de Maruim

Foto reproduzida do site: jornaldemaruim.com

Praça no município de Maruim

Foto reproduzida do site: jornaldemaruim.com

Estádio Estadual Lourival Baptista (Arena Batistão), em Aracaju

Foto reproduzida do site: oiplay.tv

domingo, 6 de maio de 2018

Mercados de Aracaju: sergipanos dão dicas aos turistas

Foto: André Moreira

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em abril/2018

Mercados de Aracaju: sergipanos dão dicas aos turistas

Jornal da Cidade pediu algumas dicas a sergipanos que frequentam e curtem os mercados do centro de Aracaju

Mercados de Aracaju: sergipanos dão dicas aos turistas

Por Max Augusto (Equipe JC)

Uma das maneiras mais gostosas de conhecer a cultura e os hábitos dos moradores de uma cidade é conhecer o mercado local. Nas capitais do Nordeste isso não é diferente, a visita é obrigatória. Mas em meio a uma profusão de cores, sabores, cheiros, artesanatos e coisas desconhecidas para quem é de fora, às vezes é difícil aproveitar bem o passeio.

Pensando nisso, o Jornal da Cidade pediu algumas dicas a sergipanos que frequentam e curtem os mercados do centro de Aracaju. Onde comer, comprar, o que visitar... confira o que pode deixar o seu passeio (ou o de seu amigo que está na cidade) muito mais interessante, autêntico e divertido.

A primeira dica é da jornalista Paula Azevedo: No mercado Antônio Franco, não deixe de visitar a banca do senhor Careca. Uma placa indica onde está uma das figuras mais conhecidas do mercado. Chegando lá, acha-se de tudo: artesanato, utensílios pra cozinha, decoração... Mas imperdível é o papo bem-humorado com Careca, um figuraça. Segundo Paula, a conversa com ele é uma lição de vida.

Para quem gosta de poesia e das tradições nordestinas, a jornalista destaca ainda as bancas de literatura de cordel, que ficam logo após a passarela das flores. Cada vez mais raras no Nordeste, são de grande importância, ao registrar de forma tradicional temas da cultura local.

ERVAS E ARTESANATO 

Já o analista em Tecnologia de Informação, Sandro Stéfano, contou ao JORNAL DA CIDADE que já recebeu alguns estrangeiros em Aracaju, e que eles adoraram o mercado, ficam muito animados principalmente com as bancas de frutas tropicais, ervas e o artesanato. A administradora Cintia Cris também fez questão de lembrar o mercado de ervas. “Acho o máximo”, disse ela.

Se você ficou na dúvida em levar um estrangeiro naquela área, por conta da limpeza, Sandro diz que não ouviu nenhum comentário a respeito – e pessoalmente opina que o nosso mercado é relativamente limpo, comparado a outros do Brasil.

GOSTO DO INTERIOR

A pedagoga Mayra Oliveira acha que o mercado é um verdadeiro resumo do que é o povo sergipano. “O mercado mostra todo o povo sergipano, é possível conferir um pouco de cada município sergipano por lá. Mato a saudade do interior quando estou lá, seja comendo um queijo ou comprando uma sandália de couro, a famosa priquitinha”, diz ela.

Mayra contou ainda que quando está com turistas, após o passeio no mercado, costuma levá-los para almoçar no Caçarola – um restaurante self-service, que fica em cima do mercado de artesanato. Possui também opções à La Carte, com cardápio de comidas típicas, mas o buffet é variado, com saladas e outras coisas mais pra quem não quer sair da dieta.

O radialista Antônio Vicente é da mesma opinião. Ele avalia que o artesanato ainda é o ponto forte do mercado, mas acha legal mostrar aos visitantes a culinária do lugar. “A gente mora numa cidade praiana e sempre falam em caranguejo, mas eu prefiro um pirão de capão. Sergipe é bem mais que esse bicho e aquela quebradeira horrorosa”, disse Antônio. Ele ainda garante que a visita pode ser uma oportunidade fantástica para conhecer o lado humano, as pessoas de Aracaju.

O advogado Christian Porto Cardoso, é da mesma opinião: ele garante que os estrangeiros, principalmente, adoram o mercado de ervas e as frutas. “Frutas tropicais são muito caras em países europeus ou na América do Norte. Com 50 reais o cara comprar todos os tipos de fruta que vendem no mercado. Há ainda tempero seco e erva para chá, um lugar que se deve visitar com tempo. Como dá pra levar de volta pro país deles, tem que ver bem tudo e escolher o que levar”, alerta Christian.

MOÇA VIRGEM

A designer Analu Andrade também garante que o almoço no restaurante Caçarola é parte imperdível da visita, e dá as suas dicas do irreverente menu. Na sobremesa, a onda é pedir a "moça virgem" - duas bolas de sorvete de tapioca, com uma banana flambada estrategicamente entre elas. Ou a "velha fogosa", que leva sorvete de tapioca e goiabada. E não se pode esquecer o "negão gostoso", com chocolate.

“Para quem gosta de aventura, tem ainda o sarapatel embaixo do Caçarola. Superanimado e jeitão de boteco, muito famoso. Vale experimentar”, diz ela.

ARRIBACÃO

A advogada Juliane Garcia, que também destacou a sobremesa do Caçarola, dá outra dica muito boa: o restaurante do sanfoneiro Zé Américo. Com muitos pratos típicos do agreste sergipano, a melhor pedida é o “arribacão”, um ‘baião de dois’ bem temperado. Acompanha bem uma carne do sol ou bisteca de porco. Muitas vezes Zé Américo pega o seu acordeão e dá uma canja por lá, vale conferir.

MAIS OPÇÕES

Christian Porto acha que de manhã cedo é o melhor horário para ir ao mercado, mas que o almoço é uma boa opção também, principalmente porque às vezes há um grupo de senhores tocando samba e chorinho, o que dá um charme especial ao passeio. Ele concorda que o Caçarola é o mais famoso e mais organizado, mas destaca que os restaurantes de baixo são diferenciados.

“Você realmente vê o movimento, vê as pessoas passando, os vendedores... E ainda dá para comprar a castanha direto do vendedor, para tira gosto, assim como o doce da sobremesa”, diz ele, lembrando que o café da manhã no mercado é tradicional para muitos sergipanos.

Ele ainda lembra que há diversos tipos de cachaça, mas opina: “São só para botar na estante”, diz ele, se referindo àquelas com rótulos engraçadinhos, nomes de duplo sentido (ou diretos mesmo), ou ainda com cobra, caranguejos e aranhas dentro. E isso é só um pouco do que pode ser encontrado por lá...

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net