segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Natal da Gente Sergipana...









Fotos: Marco Vieira

Publicado originalmente no site do GOVERNO DE SERGIPE, em 16/12/2019

Natal da Gente Sergipana é um convite ao resgate dos tradicionais natais

A programação continua até 21 de dezembro com muitas atrações culturais, parque de diversões e feirinha da gente

Um museu cheio de novidades e uma praça repleta de referências cotidianas formaram, desde o último sábado, 14, um palco único para celebrar essa época do ano com tanto simbolismo e magia: o natal. Até o dia 21, o convite do Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda é para reviver os tempos de outrora, em família e entre amigos, com os encantos das luzes, dos sons e dos afetos. É Natal da Gente Sergipana, um evento que também celebra os 8 anos do museu. A realização é do Instituto Banese e Governo de Sergipe, com o patrocínio do Banco do Estado (Banese), Banese Corretora de Seguros e Banese Card, e apoio da Prefeitura de Aracaju.

Como um cenário de revisitação às décadas passadas, onde as comemorações de fim de ano aconteciam em parques e praças públicas, o Museu da Gente Sergipana e a praça Camerino estão sob as luzes das gambiarras e dos pisca piscas e contam com a animação do parque de diversões, da feirinha de natal e do presépio, tradicionais atrações que por muitos anos marcaram a infância de gerações de sergipanos.

É por isso que durante os oito dias do evento, essas atrações proporcionarão diversas sensações aos públicos de todas as idades e lugares. “É muito bom sentir esse clima de natal como antigamente. Primeira vez que o evento acontece também na praça e está sendo glorioso e muito especial”, afirma Telma Monteiro, acompanhada de D. Maria Viana Costa, 93 anos, e Dionê Viana. Várias gerações juntas vivendo o Natal da Gente Sergipana.

Esse retorno ao passado também conta com autos de natal e com filarmônicas. Bem representadas nesse primeiro fim de semana de programação pelo grupo Mamulengo de Cheiroso, que apresentou o espetáculo ‘Pastoril de Cheiroso’ e pela Filarmônica Lira Santana, de Simão Dias. Para Augusto Barreto, fundador do Mamulengo de Cheiroso, o resgate dos tradicionais natais é um ato de coragem do Instituto Banese. “Eu comemorava o natal com as quermesses, o carrossel, a roda gigante, os barcos. Vivenciei pastoril, queima de Lapinha e ver isso acontecendo aqui no museu é de um valor impressionante para que todos saibam que isso existiu e pode permanecer. É um ato de coragem”, afirma.

A família de Aline Castro, mãe das pequenas Natália, Caroline e Cecília, resumem a festa de natal do museu como um resgate não apenas dos tradicionais natalinas, mas dos sentimentos que envolvem essa época. “Estou sempre nos eventos do museu, inclusive nos natais, mas esse ano está sendo especial. A gente sente um aconchego, relembra a tranquilidade das festas do interior”. Já Caroline e Natália demonstraram total encantamento pela roda gigante.

A repercussão do público só comprova que o projeto do Instituto Banese e do Governo de Sergipe ao realizarem o Natal da Gente Sergipana está sendo alcançado desde o primeiro dia de programação. O diretor superintendente do Instituto Banese, Ezio Déda, reforça o objetivo da programação desse ano. “Através do Museu da Gente Sergipana, o Instituto Banese está sempre contribuindo com a preservação do patrimônio cultural de Sergipe, mas ao mesmo tempo nos reinventamos para proporcionar ao público, de forma mais atrativa, um encontro com a sua identidade. É isso que estamos fazendo com a programação do natal. Oferecendo ao público opções de diversão, de troca de experiências que proporcionem uma volta ao passado tendo como instrumento para isso algumas novidades como uma roda gigante”.

Para a vice-governadora Eliane Aquino, o Natal da Gente Sergipana é uma realização do que está na memória afetiva dos sergipanos. “Esse lugar e essa programação são um resgate dos natais que a gente escuta sempre os sergipanos e sergipanas contarem. Os encontros nas praças, a decoração com referências natalinas, as reuniões em família tudo isso poderá ser relembrado e revivido durantes esses dias de Natal da Gente Sergipana. Que possamos aproveitar essa programação preparada com todo cuidado pelo Instituto Banese para o povo sergipano”.

A programação continua até o próximo sábado, dia 21. Nos dias de evento o Museu da Gente Sergipana funcionará em horário diferenciado, das 16h às 22h. Toda a programação é gratuita e para todos os públicos. Informações detalhadas estão redes sociais do Museu da Gente Sergipana.

Texto e imagens reproduzidos do site: se.gov.br

Artesanato no Mercado Municipal de Aracaju.

Foto: Wellington Barreto – Acervo EMSETUR
Reproduzida do site: aracajuconvention.com.br

Bondinho na cidade de Aracaju

Foto reproduzida do Google

Antiga foto do Iate Clube de Aracaju

Foto reproduzida do Google

domingo, 15 de dezembro de 2019

Antigo Cartão Postal da Praia de Atalaia, em Aracaju

Foto reproduzida do Google

Foto antiga da Praça Fausto Cardoso, em Aracaju

Foto reproduzida do Google

Antiga foto da Avenida João Ribeiro, em Aracaju

Foto reproduzida do Google

O Carrossel do Tobias e a Magia do Natal

Foto: Armando Maynard
Reproduzida do blog SERGIPE EM FOTOS

Texto publicado originalmente no site 93NOTÍCIAS, em 02 de dezembro de 2017

O Carrossel do Tobias e a Magia do Natal
Por Carlos Braz

Enfim chegou o mês de dezembro, e com ele a magia do Natal. É tempo de celebrar o nascimento daquele que com seus ensinamentos transformou o mundo, através de uma mensagem inovadora, que pregava amor e paz, em um mundo dominado pela espada romana e seus deuses mitológicos.

As palavras do nazareno, paz na terra aos homens de boa vontade, foram os pilares de uma instituição poderosíssima, a Igreja Católica Apostólica Romana, que consolidou-se através dos séculos, congregando milhões de seguidores em todo o mundo, que escolheram o dia 24 de dezembro para relembrar a histórica noite onde a estrela brilhante apontou o caminho da manjedoura.

As festas natalinas sempre foram um momento especial para o universo cristão, e aqui em Aracaju não podia ser diferente. Realizadas desde o século passado no Parque Teófilo Dantas, também conhecido como a Praça da Catedral, tinham início no dia 8 de dezembro, dia que no calendário católico é dedicado à Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, e estendiam-se até a festa dos Santos Reis.

Ali eram armadas barracas com diversas finalidades. Para os adultos, bancas de jogos de azar, baralho e roletas, e bares que vendiam bebidas alcoólicas e tira gostos variados. Para os brincantes de folguedos ancestrais, a Chegança de Zé do Pão era imperdível. E para as crianças, um parque de diversões, com roda gigante, barquinhos, ondas, balanços, bem como espetáculos de ilusionismo, onde a bela “virava” uma fera, para delírio e pavor de tantos.

Mas a grande atração daqueles saudosos tempos, era, indiscutivelmente, o Carrossel do Tobias, construído nos Estados Unidos, composto por belos corcéis policromáticos, que puxavam carruagens, onde príncipes e princesas materializavam essa magia transformadora, que proporcionava à criançada momentos inesquecíveis e lúdicos.

Não pensem os mais novos, que Tobias era o proprietário daquela máquina girante, que a todos inebriava.  Muito pelo contrário. Esse era o nome de um negrinho de sorriso farto, construído em madeira, vestido em paletó branco, fixado ao centro da estrutura, que mexia incansavelmente o pescoço e o braço, que acionava um apito estridente, como a saudar a todos por estarem ali, brancos, pretos, pobres ou ricos em alegre folia.

Andar no Carrossel do Tobias era o suprassumo daquelas tardes e noites memoráveis, era o sonho de toda criança daqueles tempos, e a felicidade presente naqueles espíritos pueris, era externada em sorrisos genuínos, que ao brotar dos lábios, compensava os pais pela espera nas longas filas para ter acesso à máquina dos sonhos.

O dono do carrossel era o vereador por Aracaju Milton Santos, eleito por 8 magistraturas consecutivas, homem temente a Deus, caridoso, exemplo de chefe de família e político interessado no bem-estar da coletividade. Sua índole generosa manifestava-se através da distribuição de milhares de cortesias para que os mais carentes pudessem usufruir naqueles dias dourados dos equipamentos de sua propriedade instalados na praça, e em qualquer ouro lugar em que houvesse festa.

A fama do carrossel atravessou fronteiras, levando-o à Salvador, onde foi instalado por um curto período no antigo estádio da Fonte Nova, para alegria dos milhares de crianças soteropolitanas.

Também foi cenário, em 1969, da produção cinematográfica da obra de Jorge Amado, Capitães de Areia, e cartão postal da nossa capital.

Sobre o carrossel do Tobias, assim se pronunciou o saudoso vereador Milton Santos: “Muito se tem falado em turismo, patrimônio histórico, divulgação do folclore, etc., entretanto, não se compreende que, sendo o Carrossel do Tobias” o único existente no mundo, construído na América do Norte no século XIX, e tendo chegado à Aracaju em 1904, portanto, a mais de três quartos de séculos, jamais tenha sido alvo por parte dos órgãos destinados a preservarem e divulgarem o nosso patrimônio histórico, embora o Carrossel do Tobias tenha sido o concentrador de atenções e o maior proporcionador de inocentes alegrias a milhares e milhares de  crianças de várias gerações”.

Essas justas palavras não repercutiram nas mentes dos gestores responsáveis pela memória social e patrimônio cultural sergipano. Adquirido posteriormente pelo Governo do Estado, o carrossel teve seus últimos dias de glória a girar no Parque da Cidade. Sem o amor e a dedicação do seu ex-dono, foi abandonado em um galpão úmido, o que provocou sua completa deterioração. Um final sem o brilho e sem luzes, tão próprios dos tempos de Natal.

Texto reproduzido do site: 93noticias.com.br

Fim de tarde no município de Aracaju

Fim de tarde no município de Aracaju, visto do
município da Barra dos Coqueiros, separado
pelo rio Sergipe.
Foto: Tanit Bezerra – Acervo FUNCAJU
Reproduzida do site: aracajuconvention.com.br